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domingo, 22 de maio de 2011

Homeopatia e a Infertilidade do Homem - ESPERMOGRAMA (ANÁLISE DO ESPERMA)

Homeopatia e a Infertilidade do Homem

ESPERMOGRAMA (ANÁLISE DO ESPERMA)

Quando se verifica uma situação de infertilidade de um casal, um dos primeiros exames que se faz, de despiste da causa, é o espermograma.

Pelo espermograma (análise do sémen) pode-se concluir da capacidade reprodutiva do indivíduo, naquele momento.

O espermograma não é um teste de fertilidade mas é uma ajuda preciosa para se perceber se existe alguma anomalia no desempenho fisiológico do tracto reprodutor do homem, ou mesmo do indivíduo no seu todo, pois muitas vezes, a maior parte das vezes, verificam-se alterações nos espermatozóides relacionadas com factores externos ao próprio indivíduo.

O sémen ejaculado é analisado segundo parâmetros uniformizados de acordo com as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

É uma análise que deve ser feita com muito cuidado pois pode dar-nos informações muito importantes da produção dos testículos, de algumas propriedades funcionais dos espermatozóides e da função secretora das glândulas acessórias.

A análise do sémen processa-se em duas fases que são a análise macroscópica em que são analisadas as características evidentes do esperma e a análise microscópica que é uma análise mais minuciosa e criteriosa.

  • Análise Macroscópica

Pela análise macroscópica do sémen, analisa-se a liquefacção, a aparência (cor), o volume do sémen ejaculado, a viscosidade e o PH.

  • · Liquefacção

Quando a liquefacção não se faz em 60 minutos, isso pode querer dizer que estamos perante um problema de disfunção da próstata.

  • · Cor/ aspecto

A seguir á liquefacção analisa-se a cor, o aspecto, se é mais ou menos transparente. O sémen deve ter um aspecto homogéneo. Qualquer alteração na cor ou na consistência pode ser um indicador de uma infecção ou qualquer outro distúrbio da próstata, por exemplo. Também se verificam alterações depois de longos períodos de abstinência.

  • · Volume do sémen ejaculado

O volume de uma ejaculação normal é de 2,0 a 5,0 ml. Acima destes valores, podemos suspeitar de uma infecção aguda nas glândulas anexas. Os grandes períodos de abstinência ou o uso de antibióticos também podem ser responsáveis pelo aumento do volume espermático.

Quando o volume for inferior a 1,5 ml podemos pensar na existência de uma inflamação crónica, ejaculação retrógrada, anomalias nas glândulas sexuais acessórias, obstrução de ducto ejaculatório ou agenesia, hipoplasia de vesículas seminais, mas também pode ser ocasionado por algum problema na colheita do esperma.

  • · Viscosidade

A viscosidade do sémen depois de liquefeito é classificada como normal ou anormal. Quando a consistência está aumentada podemos pensar numa inflamação crónica da próstata ou numa disfunção das vesículas seminais. A consistência anormal pode intervir na avaliação da motilidade, da concentração ou na determinação de anticorpos antiespermatozóides.

  • · PH

O pH é determinado pelas secreções da próstata (ácida) e da vesícula seminal (básica). O valor normalmente varia entre 7,2 e 7,8. Quando o pH é superior a 7,8 podemos estar na presença de uma prostatite. Quando o pH é menor que 7,2 pode-se suspeitar de uma agenesia ou oclusão das vesículas seminais e obstrução do ducto ejaculatório.

Análise Microscópica

Pela análise microscópica do sémen, determina-se a concentração, a motilidade, a aglutinação de espermatozóides e a presença de outros elementos celulares sem serem os espermatozóides.

  • · Concentração

A concentração dos espermatozóides no sémen é definida segundo as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Quanto à concentração considera-se que estamos perante uma situação de:

Normozoospermia (concentração normal), quando a concentração é de 20 milhões de espermatozóides/ml.

Oligospermia (concentração abaixo dos valores de normalidade), quando a concentração é inferior a 20 milhões espermatozóides/ml.

Polizoospermia (concentração muito acima dos valores de normalidade), quando a concentração é superior a 250 milhões espermatozóides/ml.

Azoospermia, quando não há espermatozóides no sémen.

O valor normal da concentração dos espermatozóides no sémen é de 20 milhões de por ml ou 40 milhões por ejaculação.

  • · Motilidade

A presença, a forma e a motilidade dos espermatozóides no esperma são um factor determinante da fertilidade do homem. Só os espermatozóides móveis e normais, são capazes de penetrarem no muco cervical, de percorrerem a longa caminhada até ao óvulo e conseguirem a sua fertilização.

Segundo os critérios da OMS quanto à motilidade, os espermatozóides são do:

Tipo A – espermatozóides móveis de progressão rápida;

Tipo B – espermatozóides móveis de progressão lenta;

Tipo C – espermatozóides móveis mas sem progressão;

Tipo D – espermatozóides imóveis.

Considera-se que o sémen é:

Normal: quando 50% ou mais, dos espermatozóides analisados, são dos tipos A + B.

Anormal: quando a quantidade de espermatozóides dos tipos A + B é inferior a 50%.

  • · Células redondas

No sémen, além dos espermatozóides, também se encontram outros elementos celulares como os espermatócitos e espermátides (células precursoras dos espermatozóides), os leucócitos (células de defesa), os eritrócitos (hemácias), as células epiteliais, bactérias, fungos e trichomonas, entre outros.

O número elevado de leucócitos (acima dos 5 milhões) é um factor indicador da existência de uma infecção que leva à diminuição da motilidade e a alteração na estrutura e função dos espermatozóides, dificultando a fertilização do óvulo.

  • · Morfologia

A morfologia, a forma do espermatozóide, é um parâmetro importante que permite aferir da qualidade do espermatozóide.

São avaliadas: cabeça, pescoço, peça intermédia e a cauda.

Segundo o critério da OMS, quanto à forma, os espermatozóides são classificados como normais (ovais), amorfos, bicéfalos, megalocéfalos, afilados, defeitos de peça intermediária, defeitos de cauda, etc., consoante as formas e a anomalia que apresentem. Para que haja fertilização do óvulo considera-se que pelo menos 30% dos espermatozóides devem ser normais, no entanto, como se sabe, apenas é necessário 1 espermatozóide para haver fecundação.

Valor normal: ≥30% de formas normais.

Segundo o critério de Kruguer, mais rigoroso, em que é feita uma análise apenas a 200 dos espermatozóides ejaculados, segundo critérios de análise muito minuciosos, considera-se que pelo menos 14% dos espermatozóides têm que ser normais (sem anomalias).

A morfologia, a forma do espermatozóide, é um parâmetro importante que permite aferir da qualidade do espermatozóide. São avaliadas: cabeça, pescoço, peça intermédia e a cauda. Valor normal: ≥14% de formas normais. Abaixo de 4% o prognóstico não é muito favorável.
Depois da análise de todos os parâmetros, considera-se:
  • · Normozoospermia: sémen sem alterações segundo os critérios de normalidade adoptados.
  • · Aspermia: quando há orgasmo e sensação de ejaculação mas não há saída de sémen (orgasmo seco).
  • · Anejaculação: não há ejaculação, orgasmo e sensação e de ejaculação.
  • · Hipoespermia: volume de sémen ejaculado é inferior a 2,0 ml.
  • · Hiperespermia: volume de sémen ejaculado é superior a 5,0 ml.
  • · Azoospermia: ausência de espermatozóides no sémen.
  • · Polizoospermia: concentração espermática maior que 250 M/ml ou o volume de sémen ejaculado maior que 600M/ml.
  • · Oligospermia (concentração abaixo dos valores de normalidade), quando a concentração é inferior a 20 milhões de espermatozóides/ml.
  • · Astenospermia: motilidade menor que 50% de espermatozóides progressivos.
  • · Teratozoospermia: morfologia inferior a 30% normais (OMS) ou a 14% normais (Kruger).
  • · Oligoastenoteratozoospermia: alteração das três variáveis (concentração, motilidade e morfologia).
  • · Necrozoospermia: todos os espermatozóides mortos.
  • · Criptozoospermia: somente alguns, escassos espermatozóides em todo o ejaculado.
Valor normal: ≥14% de formas normais. Abaixo de 4% o prognóstico não é muito favorável.

Manuela Morgado - Homeopata