domingo, 22 de maio de 2011

Homeopatia e a Infertilidade do Homem - ESPERMOGRAMA (ANÁLISE DO ESPERMA)

Homeopatia e a Infertilidade do Homem

ESPERMOGRAMA (ANÁLISE DO ESPERMA)

Quando se verifica uma situação de infertilidade de um casal, um dos primeiros exames que se faz, de despiste da causa, é o espermograma.

Pelo espermograma (análise do sémen) pode-se concluir da capacidade reprodutiva do indivíduo, naquele momento.

O espermograma não é um teste de fertilidade mas é uma ajuda preciosa para se perceber se existe alguma anomalia no desempenho fisiológico do tracto reprodutor do homem, ou mesmo do indivíduo no seu todo, pois muitas vezes, a maior parte das vezes, verificam-se alterações nos espermatozóides relacionadas com factores externos ao próprio indivíduo.

O sémen ejaculado é analisado segundo parâmetros uniformizados de acordo com as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

É uma análise que deve ser feita com muito cuidado pois pode dar-nos informações muito importantes da produção dos testículos, de algumas propriedades funcionais dos espermatozóides e da função secretora das glândulas acessórias.

A análise do sémen processa-se em duas fases que são a análise macroscópica em que são analisadas as características evidentes do esperma e a análise microscópica que é uma análise mais minuciosa e criteriosa.

  • Análise Macroscópica

Pela análise macroscópica do sémen, analisa-se a liquefacção, a aparência (cor), o volume do sémen ejaculado, a viscosidade e o PH.

  • · Liquefacção

Quando a liquefacção não se faz em 60 minutos, isso pode querer dizer que estamos perante um problema de disfunção da próstata.

  • · Cor/ aspecto

A seguir á liquefacção analisa-se a cor, o aspecto, se é mais ou menos transparente. O sémen deve ter um aspecto homogéneo. Qualquer alteração na cor ou na consistência pode ser um indicador de uma infecção ou qualquer outro distúrbio da próstata, por exemplo. Também se verificam alterações depois de longos períodos de abstinência.

  • · Volume do sémen ejaculado

O volume de uma ejaculação normal é de 2,0 a 5,0 ml. Acima destes valores, podemos suspeitar de uma infecção aguda nas glândulas anexas. Os grandes períodos de abstinência ou o uso de antibióticos também podem ser responsáveis pelo aumento do volume espermático.

Quando o volume for inferior a 1,5 ml podemos pensar na existência de uma inflamação crónica, ejaculação retrógrada, anomalias nas glândulas sexuais acessórias, obstrução de ducto ejaculatório ou agenesia, hipoplasia de vesículas seminais, mas também pode ser ocasionado por algum problema na colheita do esperma.

  • · Viscosidade

A viscosidade do sémen depois de liquefeito é classificada como normal ou anormal. Quando a consistência está aumentada podemos pensar numa inflamação crónica da próstata ou numa disfunção das vesículas seminais. A consistência anormal pode intervir na avaliação da motilidade, da concentração ou na determinação de anticorpos antiespermatozóides.

  • · PH

O pH é determinado pelas secreções da próstata (ácida) e da vesícula seminal (básica). O valor normalmente varia entre 7,2 e 7,8. Quando o pH é superior a 7,8 podemos estar na presença de uma prostatite. Quando o pH é menor que 7,2 pode-se suspeitar de uma agenesia ou oclusão das vesículas seminais e obstrução do ducto ejaculatório.

Análise Microscópica

Pela análise microscópica do sémen, determina-se a concentração, a motilidade, a aglutinação de espermatozóides e a presença de outros elementos celulares sem serem os espermatozóides.

  • · Concentração

A concentração dos espermatozóides no sémen é definida segundo as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Quanto à concentração considera-se que estamos perante uma situação de:

Normozoospermia (concentração normal), quando a concentração é de 20 milhões de espermatozóides/ml.

Oligospermia (concentração abaixo dos valores de normalidade), quando a concentração é inferior a 20 milhões espermatozóides/ml.

Polizoospermia (concentração muito acima dos valores de normalidade), quando a concentração é superior a 250 milhões espermatozóides/ml.

Azoospermia, quando não há espermatozóides no sémen.

O valor normal da concentração dos espermatozóides no sémen é de 20 milhões de por ml ou 40 milhões por ejaculação.

  • · Motilidade

A presença, a forma e a motilidade dos espermatozóides no esperma são um factor determinante da fertilidade do homem. Só os espermatozóides móveis e normais, são capazes de penetrarem no muco cervical, de percorrerem a longa caminhada até ao óvulo e conseguirem a sua fertilização.

Segundo os critérios da OMS quanto à motilidade, os espermatozóides são do:

Tipo A – espermatozóides móveis de progressão rápida;

Tipo B – espermatozóides móveis de progressão lenta;

Tipo C – espermatozóides móveis mas sem progressão;

Tipo D – espermatozóides imóveis.

Considera-se que o sémen é:

Normal: quando 50% ou mais, dos espermatozóides analisados, são dos tipos A + B.

Anormal: quando a quantidade de espermatozóides dos tipos A + B é inferior a 50%.

  • · Células redondas

No sémen, além dos espermatozóides, também se encontram outros elementos celulares como os espermatócitos e espermátides (células precursoras dos espermatozóides), os leucócitos (células de defesa), os eritrócitos (hemácias), as células epiteliais, bactérias, fungos e trichomonas, entre outros.

O número elevado de leucócitos (acima dos 5 milhões) é um factor indicador da existência de uma infecção que leva à diminuição da motilidade e a alteração na estrutura e função dos espermatozóides, dificultando a fertilização do óvulo.

  • · Morfologia

A morfologia, a forma do espermatozóide, é um parâmetro importante que permite aferir da qualidade do espermatozóide.

São avaliadas: cabeça, pescoço, peça intermédia e a cauda.

Segundo o critério da OMS, quanto à forma, os espermatozóides são classificados como normais (ovais), amorfos, bicéfalos, megalocéfalos, afilados, defeitos de peça intermediária, defeitos de cauda, etc., consoante as formas e a anomalia que apresentem. Para que haja fertilização do óvulo considera-se que pelo menos 30% dos espermatozóides devem ser normais, no entanto, como se sabe, apenas é necessário 1 espermatozóide para haver fecundação.

Valor normal: ≥30% de formas normais.

Segundo o critério de Kruguer, mais rigoroso, em que é feita uma análise apenas a 200 dos espermatozóides ejaculados, segundo critérios de análise muito minuciosos, considera-se que pelo menos 14% dos espermatozóides têm que ser normais (sem anomalias).

A morfologia, a forma do espermatozóide, é um parâmetro importante que permite aferir da qualidade do espermatozóide. São avaliadas: cabeça, pescoço, peça intermédia e a cauda. Valor normal: ≥14% de formas normais. Abaixo de 4% o prognóstico não é muito favorável.
Depois da análise de todos os parâmetros, considera-se:
  • · Normozoospermia: sémen sem alterações segundo os critérios de normalidade adoptados.
  • · Aspermia: quando há orgasmo e sensação de ejaculação mas não há saída de sémen (orgasmo seco).
  • · Anejaculação: não há ejaculação, orgasmo e sensação e de ejaculação.
  • · Hipoespermia: volume de sémen ejaculado é inferior a 2,0 ml.
  • · Hiperespermia: volume de sémen ejaculado é superior a 5,0 ml.
  • · Azoospermia: ausência de espermatozóides no sémen.
  • · Polizoospermia: concentração espermática maior que 250 M/ml ou o volume de sémen ejaculado maior que 600M/ml.
  • · Oligospermia (concentração abaixo dos valores de normalidade), quando a concentração é inferior a 20 milhões de espermatozóides/ml.
  • · Astenospermia: motilidade menor que 50% de espermatozóides progressivos.
  • · Teratozoospermia: morfologia inferior a 30% normais (OMS) ou a 14% normais (Kruger).
  • · Oligoastenoteratozoospermia: alteração das três variáveis (concentração, motilidade e morfologia).
  • · Necrozoospermia: todos os espermatozóides mortos.
  • · Criptozoospermia: somente alguns, escassos espermatozóides em todo o ejaculado.
Valor normal: ≥14% de formas normais. Abaixo de 4% o prognóstico não é muito favorável.

Manuela Morgado - Homeopata

Embriologia (Uma História de Amor)

Fecundação

Concepção - Sistema Reprodutivo 3D HD

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Homeopatia no Climatério e Menopausa da Mulher

Climatério,

Menopausa e
Perimenopausa

Climatério, Menopausa e Perimenopausa são termos com sentidos diferentes, mas muitas vezes utilizados com o mesmo significado.
  • Climatério é uma fase da vida da mulher que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo, é o período em que a menopausa acontece.
  • Menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre o último ciclo menstrual, ou seja a última menstruação.
  • Perimenopausa é o período que antecede e que vai até um ano depois da menopausa (da última menstruação).
O climatério e a menopausa não são nenhuma doença nem devem ser encarados como tal. Fazem parte de um processo natural da vida da mulher. Há mulheres que passam esta fase sem problemas e sem nunca precisarem de ajuda, mas há outras que desenvolvem sintomas desagradáveis, variáveis em diversidade e intensidade, responsáveis pela perda de qualidade de vida.
É um período da vida que precisa de atenção especial e acompanhamento cuidado, para que seja vivido com boa saúde.Muitas mulheres, já procuram a Homeopatia para as ajudar a aliviarem os possíveis sintomas tanto físicos como emocionais que experimentam no climatério.
Os sintomas são a forma que o organismo tem de se manifestar quando alguma função ou o normal funcionamento de um órgão estão alterados, são uma reacção natural na procura de reencontro do equilíbrio, neste caso, afectado pela alteração hormonal normal e inevitável pela qual todas as mulheres passam no seu percurso de evolução biológica. Todas as mulheres chegarão à menopausa, é inevitável, é consequência da evolução natural da vida biológica da mulher.
Não só para a mulher nesta fase da vida, mas também para todos os seres humanos, desde o nascimento até à morte, é fundamental o equilíbrio nos seus três níveis de manifestação: MENTAL, EMOCIONAL e FÍSICO, só assim será possível viver com boa saúde e isso, só a Homeopatia é capaz de fazer.
A Mulher está a entrar na Menopausa
Quando se diz que a mulher está a entrar na menopausa, geralmente é porque a mulher começou a sentir e a queixar-se de algumas mudanças no seu organismo ou comportamento, pouco frequentes ou inexistentes até aí.
Na verdade há mulheres que passam esta fase sem problema nenhum, mas há outras, umas mais que outras, que apresentam um quadro de sinais e sintomas mais acentuado, tanto a nível físico como emocional, por exemplo:
  • Acessos de calor, afrontamentos, por vezes seguidos de arrepios.
  • Suores nocturnos.
  • Menstruações irregulares e copiosas.
  • Sono não reparador.
  • Insónias.
  • Ansiedade, irritabilidade e depressão.
  • Vontade de chorar sem motivo.
  • Alterações ginecológicas e urológicas.
  • Alteração no desejo sexual (libido).
  • Perda de elasticidade da pele.
  • Alterações no metabolismo.
  • Hipertensão e colesterol.
  • Obesidade.
  • Osteoporose.
No entanto, e não é demais referir, a intensidade com que estes sintomas se manifestam, depende do organismo de cada mulher e do estado físico e emocional com que chega a esta fase da vida.
Sinais e Sintomas Físicos da Mulher no Climatério
No Climatério, os ovários deixam de gradualmente produzirem hormonas, os estrogénios diminuem e a progesterona sobe. Inicia-se a transição entre as fases reprodutiva e não-reprodutiva da vida da mulher, que culmina na menopausa (último período menstrual da mulher) quando os ovários cessam a sua função (deixam de ovular, de produzirem óvulos) e inicia-se um processo para estabel
ecer um novo equilíbrio hormonal.
Nessa transição, em que baixam os estrogénios e sobe a progesterona, ocorrem alterações físicas e psíquicas importantes, que podem influenciar negativamente a qualidade de vida da mulher.
A menopausa ocorre nas mulheres entre os 40 e os 55 anos de idade, consequência da perda gradual da produção das hormonas femininas, mas os primeiros sinais do climatério, como os ciclos menstruais irregulares e com mais fluxo, podem verificar-se alguns anos antes, até acabarem completamente.
Os primeiros sintomas de que a mulher está a chegar à menopausa aparecem, em geral, a partir dos 40 anos, quando as mulheres ainda têm menstruações regulares. As cólicas abdominais aumentam, o fluxo menstrual torna-se mais abundante, os sintomas pré-menstruais (SPM) mais acentuados, o apetite aumenta e as insónias aparecem com alguma frequência, nesta altura são poucas as mulheres que conseguem dormir bem. Em algumas mulheres os suores nocturnos, as enxaquecas fortes e por vezes náuseas, aparecem também nesta fase.
A seguir surgem os afrontamentos durante o dia, para além dos suores nocturnos, este é um dos sintomas mais frequentes. A sensação de calor sobe pelo corpo, afectando principalmente o tronco e a cabeça, por vezes esta sensação vem acompanhada por ruborização da pele, sudação excessiva, mal-estar estomacal, taquicardia, palpitações, dor de cabeça e nalgumas situações por sensação de vertigem. Estes sintomas, devidos a alterações nos vasos
sanguíneos, são muitas vezes seguidos de arrepios.
Depois é a fase das menstruações irregulares que dura cerca de quatro anos, os ciclos são cada vez mais irregulares e o aparecimento da menstruação torna-se uma incógnita. Muitas mulheres queixam-se de cansaço e de fluxo menstrual abundante. Os suores nocturnos podem diminuir ou aumentar, mas os afrontamentos durante o dia, a qualquer hora e em qualquer situação, são normais para as cerca de 80% das mulheres que se queixam de “calores”.
A fase seguinte começa quando falta a menstruação pela primeira vez. A partir daí é difícil saber o que acontecerá a seguir, como serão os próximos ciclos. O fluxo menstrual pode ser ligeiro ou abundante, pode ou não haver menstruação ou aparecer e desaparecer repentinamente, as cólicas abdominais, os suores nocturnos e os afrontamentos podem agravar-se.
A falta de estrogénios é também responsável por alterações urogenitais que se tornam muito desagradáveis, não só para a mulher como também para o companheiro. Na da mucosa vaginal, verifica-se atrofia do epitélio que se torna mais frágil e sensível. Na vagina a atrofia causa estreitamento e perda de elasticidade, com consequente diminuição na lubrificação que origina a secura vaginal. A secura vaginal pode trazer alguma sensação desagradável durante a relação sexual, tanto para o homem como para a mulher.
As alterações na flora vaginal facilitam o aparecimento de uma flora inespecífica que predispõe o organismo a vaginites, com comichão e ardor na vagina, responsáveis por grande desconforto.
São frequentes, também, problemas a nível da uretra e da bexiga. As infecções do tracto urinário, que se manifestam por necessidade frequente de urinar ou ardor durante a micção, a dificuldade de esvaziamento da bexiga ou as perdas involuntárias de urina, causadas pelo prolapso uterino (os órgãos da pélvis podem debilitar-se e descair, provocando pressão sobre os órgãos urinários), tornando recorrente o aumento da frequência e ardência urinária além da sensação de micção iminente.
Outro dos sintomas que mais preocupa, e desagrada a mulher, é o aumento de peso e a obesidade. Algumas mulheres engordam mais facilmente quando chegam à menopausa porque a redução de estrogénios, também reduz a secreção da leptina que é uma hormona relacionada com o controlo do apetite. O apetite aumenta e como consequência o peso também aumenta.
A perda de elasticidade da pele, não só no corpo, mas essencialmente da face e do pescoço, é outro sinal, que não agrada muito à mulher, mas que efectivamente se verifica. Aparecem mais de rugas, o corpo torna-se mais flácido e a pele mais seca.
A osteoporose, que é a perda de massa óssea, é outro sintoma que aparece nalgumas mulheres que se manifesta principalmente nos primeiros anos da menopausa. O desgaste dos ossos está na origem do aumento de fracturas, principalmente a nível dos quadris, consequência de uma queda ou, em casos muito graves, por fracturas espontâneas. A osteoporose também é responsável pelo encurvamento da coluna, que causa grande alteração na estatura da mulher.
Outro sintoma que pode aparecer, originado pela redução de estrogénio, é a variação da tensão arterial. O aumento da glicemia (açúcar no sangue), colesterol elevado (aumento da gordura do sangue que se deposita na parede das artérias e que pode levar à ateroesclorose) e hipertensão arterial, são os factores que condicionam um maior risco cardiovascular, quer dizer, aumentam a possibilidade de ocorrer um enfarte ou um acidente vascular cerebral (AVC – derrame cerebral).
O cansaço permanente e frequente é outra das queixas da mulher no climatério. Pequenos esquecimentos que acontecem com alguma frequência e apesar de não serem relevantes podem causar-lhe preocupação e mal-estar.
Os suores nocturnos são em grande parte responsáveis pelo mal-estar da mulher durante a noite. A mulher acorda com frequência, não consegue ter um sono reparador, tem dificuldade em adormecer novamente. Aparecem as insónias, o desgaste físico e as situações frequentes de grande irritabilidade e ansiedade.
Sinais e Sintomas Emocionais da Mulher no Climatério
Desde sempre que os distúrbios físicos e emocionais, da mulher nesta fase da vida, são atribuídos à menopausa, mas dados de estudos recentes, mostram que o aumento dos sintomas e problemas da mulher neste período reflectem circunstâncias sociais e pessoais e que não provêm só das alterações endócrinas normais do climatério e menopausa.
Algumas mulheres sentem alguma ansiedade neste período, quando são confrontadas com as mudanças que acontecem em si, no seu corpo.
Este é o momento de mudanças físicas e psicológicas que acontece precisamente no auge da vida profissional e afectiva da mulher.
A mulher vive um vai vem de emoções e sentimentos que algumas não conseguem controlar e na maior parte das vezes nem percebem o porquê.
Surgem os conflitos na família ou no emprego, todas as emoções são elevadas ao rubro, todos os problemas ganham uma dimensão exagerada, que não corresponde à realidade.
As mudanças de humor tornam-se habituais, a angústia, a tristeza, a ansiedade, a depressão, a fadiga, a perda de memória, as insónias e a irritabilidade, são sintomas originados pela alteração hormonal que está a acontecer no organismo, que afecta as reacções químicas do cérebro, responsável pelo estado emocional da mulher nesta altura. Tudo a irrita, não tem paciência para nada, tem vontade de chorar sem motivo, depois do choro vem a raiva de tudo ou de nada ao mesmo tempo, não percebe o que se passa consigo e muitas vezes não consegue controlar as emoções.
O seu período reprodutivo acabou, perdeu a fertilidade e ao tomar consciência desta realidade, com frequência a mulher é assolada pelo medo.
Tem medo de perder, a sensualidade e o apetite sexual, tem medo das alterações físicas que podem acontecer no seu corpo e tem medo de envelhecer.
Torna-se indecisa e insegura, perde a auto-estima e com a maior facilidade surgem os quadros depressivos.
Volto a lembrar que nem todas as mulheres têm de ter todos estes sintomas, quer físicos ou emocionais, quando estão no climatério.
Estes sintomas podem estar associados, entre outras possibilidades, a excesso de trabalho, problemas de dinheiro, problemas no relacionamento amoroso do casal ou ainda a algum trauma originado por alguma relação extra-conjugal, em que a mulher se sentiu traída. Todos estes factores são suficientes para que a mulher se sinta como se a sua feminilidade tivesse acabado. Por isso, com este quadro emocional, juntamente com a menor lubrificação vaginal, com o cansaço e a dificuldade em conciliar e ter um sono reparador, que pode ser originado por ansiedade da mulher, todo o cuidado é pouco para não deixar que a libido seja comprometida e por consequência, que a sua vida sexual seja afectada.

Todas as mulheres devem ter sempre em mente que a descida de estrogénios e progesterona, apesar de causar mudanças e adaptações com a manifestação dos sintomas inerentes, não implica em nenhum caso redução da feminilidade ou da capacidade sexual da Mulher.

Tome consciência de que é apenas uma nova etapa da sua vida, que é inevitável passar por ela, mantenha-se sexualmente activa e tem aqui um excelente antídoto contra a depressão.

O que a Mulher pode fazer para aliviar os Sintomas do Climatério e Menopausa No início do climatério são poucas as mulheres que estão atentas aos sinais que a pouco e pouco vão surgindo. A mulher começa por preocupar-se com a aparência, com as rugas que vão aparecendo, a importância que dá ao cuidado com o corpo e com pele superam a atenção que deveria ser dada ao exercício físico, a caminhar diariamente ou a manter uma dieta equilibrada e levar uma vida saudável, evitando o fumo e o álcool em excesso. Então o que pode a mulher fazer para viver esta fase, com qualidade de vida. O mais importante é viver um dia de cada vez, com calma e encarar o momento como uma fase natural da vida humana e do seu desenvolvimento biológico, que para algumas mulheres não é uma fase fácil de ultrapassar, enquanto outras nem se apercebem das mudanças que o organismo está a viver. Nunca é demais referir que cada organismo reage à sua maneira, seja qual for a situação.
Alguns cuidados simples podem ajudar a prevenir e a combater os sintomas e patologias que com alguma frequência se manifestam nesta fase. Um dos cuidados é fazer o possível por dormir bem. Durma bem, é essencial para o descanso e por consequência para o equilíbrio emocional e físico da mulher.
A dificuldade em adormecer, as insónias, a falta de sono reparador, o cansaço e as dores de cabeça, podem dever-se a afrontamentos e suores nocturnos que não permitem um bom descanso, mas alguns procedimentos simples podem ser muito úteis para aliviar estes indesejáveis sintomas. Por exemplo, evitar fazer exercício físico muito intenso antes de dormir, mas no entanto, um passeio calmo e relaxante pode ser um óptimo auxiliar contra a insónia. Reduzir o consumo de álcool, cafeína e fazer jantares ligeiros, dormir num quarto arejado, fazer exercícios de relaxamento e de meditação, podem ajudar no descanso nocturno.
Também é frequente a mulher queixar-se que anda muito esquecida. Os problemas de memória também são uma preocupação, por isso tente dormir o suficiente e bem, deite-se cedo e faça exercício físico. Procure manter-se intelectualmente activa pois quanto menos usar as suas capacidades cognitivas, menos elas são estimuladas e mais rapidamente se degradam.
O aumento de peso e obesidade é um problema que pode afectar muito a mulher não só fisicamente mas também emocionalmente. É outro dos problemas que não pode ser esquecido, não só por causa da alteração do aspecto físico mas também pelas situações de saúde acrescidas, devidas ao excesso de peso, como a hipertensão e os problemas cardíacos. Para combater o aumento de peso e obesidade, é fundamental a reeducação do hábito de comer, mudar o comportamento perante a comida para conseguir atenuar o ganho de peso, consequência de desequilíbrio hormonal e emocional. Nesta fase a perda de peso não é tão fácil como há uns anos atrás, mas com boa vontade e persistência, consegue-se.
Uma alimentação rica em fibras nutrientes e baixa em gorduras e açúcares e exercício físico regular, são grandes aliados neste processo. Como se pode concluir, o exercício físico é um dos grandes amigos da mulher no climatério, não só para controlo do excesso de peso e prevenção de problemas cardíacos como também é um precioso auxiliar da fixação do cálcio, presente nos nutrientes e assim na redução e prevenção da osteoporose, que tanto aflige a mulher quando chega aos 40 anos. Outro sintoma corrente da mulher no climatério, são os problemas do sistema urinário. A incontinência e as infecções urinárias também podem ser prevenidas e minimizadas com alguns cuidados simples e que estão ao alcance de todas as mulheres, todas as mulheres os podem fazer. Os exercícios para fortalecerem a musculatura pélvica, feitos regularmente, devolvem elasticidade à pélvis, por isso muito úteis na incontinência urinária. Quanto às infecções urinárias, é fundamental beber muita água, ajuda a eliminar toxinas, a drenar e a limpar o organismo e por isso a reduzir a possibilidade do aparecimento de infecção urinária.
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Tratamento Homeopático
Homeopatia no Tratamento dos Sinais e Sintomas do Climatério e Menopausa - Vantagens
“A Homeopatia trata as pessoas e não as doenças”, quer isto dizer que a Homeopatia trata a mulher, não a Menopausa. Cada mulher vive a sua Menopausa, à sua maneira, com sintomas individuais próprios. A Homeopatia trata a mulher na sua globalidade, isto quer dizer que o/a homeopata, para poder prescrever o remédio apropriado a cada mulher, tem que ter sempre em consideração todos os sinais e sintomas individuais que ela pode apresentar, quer sejam físicos, emocionais ou mentais.
A abordagem é sempre individual e tem sempre em atenção a mulher no seu todo, na sua globalidade, mental-emocional-físico, é assim que a Homeopatia trata a doença. Para a Homeopatia, a Menopausa é uma fase natural do desenvolvimento biológico da mulher e não uma doença. É sim, um dos momentos e desafios mais importantes da vida da mulher, é a altura em que a mulher vê a sua qualidade de vida afectada pelas alterações hormonais no organismo, com implicações não só físicas como emocionais.
Muitas mulheres ainda têm dúvidas, medos, tabus e não são poucas as que sofrem de algum tipo de preconceito por estarem a chegar, ou já terem chegado à menopausa. Não só as mulheres, mas muitas pessoas ainda vêem a menopausa como um “bicho de sete cabeças” e ainda são muitas as que confundem a menopausa com uma doença inevitável de todas as mulheres. É certo que, pressionada pela publicidade que valoriza a juventude e a beleza, a mulher sente dificuldade em encarar a Menopausa com naturalidade, mas quando lá chega apercebe-se que faz pouca diferença, na realidade não é a idade que conta mas sim como se lida com ela e desde que a mulher se sinta bem consigo mesma, não há grandes diferenças.
Muitas mulheres desconhecem a eficácia e a vantagem da Homeopatia no tratamento dos sintomas relacionados com a Menopausa.
A Homeopatia proporciona um tratamento seguro antes, durante e depois da menopausa.
A abordagem da Homeopatia é mais segura, saudável e eficaz do que a terapia de reposição hormonal química, que como é sabido, traz uma série de riscos acrescidos à saúde da mulher.
Sintomas como sangramento vaginal e aumento de peso, além de maior incidência do risco de cancro da mama e do útero e mais recentemente as pesquisas apontam também, para maior risco do cancro do pulmão.
Os problemas circulatórios como o trombo-ebolismo venoso, o aparecimento de derrames e varizes são outro dos sintomas que têm maior incidência nas mulheres que recorrem á reposição hormonal por isso e ao contrário do que foi defendido durante algum tempo, os estrogénios da reposição hormonal não trazem nenhum benefício para a protecção do coração, antes pelo contrário.
Problemas na vesícula biliar e no apêndice, que podem levar ao recurso a colecistectomia ou apendicectomia, verificou-se terem maior incidência em mulheres que fazem a terapia de reposição hormonal, como mostra o artigo publicado no “Canadian Medical Association Journal”. No 7º Congresso Internacional de Homeopatia em Buenos Aires, na Argentina, foi apresentado um estudo sobre o tratamento homeopático das mulheres no climatério e quais as suas vantagens.
Este estudo denominado "Estudo da Efectividade do Tratamento Homeopático de Mulheres portadoras do Síndroma do Climatério tratadas no ambulatório de Ginecologia da Unidade de Homeopatia do Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo, Brasil", foi publicado na revista do Instituto Hahnemanniano do Brasil. (IHB): Homeopatia Brasileira, vol. 3 nº1, 1997, mostra que 89% das pacientes estudadas com idades entre 42 e 61 anos, reagiram bem ao tratamento homeopático. Das mulheres que fizeram parte deste estudo observa-se que 42% melhoraram totalmente da queixa principal, 47% tiveram melhoria parcial e apenas 11% não tiveram alteração do seu estado. Além da sua eficácia no tratamento dos sintomas, o tratamento homeopático é mais barato que a compensação hormonal (química), não tem efeito tóxico para o organismo e é isento de efeitos colaterais.
Como se pode constatar, são significativas as vantagens do tratamento homeopático.
Quando se opta por um tratamento alternativo, nomeadamente o homeopático, o tratamento deve ser receitado e orientado por um Homeopata profissional, com formação em Homeopatia que saiba prescrever respeitando a Filosofia Homeopática e de acordo com e as Leis da Homeopatia. Manuela Morgado - Homeopata Especialista

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Trastornos neurológicos desmielinizantes y vacunación del papilomavirus humano.

Trastornos neurológicos desmielinizantes y vacunación del papilomavirus humano.
http://www.neurologia.com/sec/resumen.php?or=facebook&id=2010243
NOTA CLÍNICA
Introducción
El papilomavirus humano (VPH) puede causar cáncer de cérvix y otros tumores urogenitales, así como lesiones displásicas precancerosas [1]. Los tipos 6 y 11 son los responsables de más del 90% de los casos. La vacunación ha mostrado una efectividad en la prevención del cáncer entre el 90-100% [2,3], por lo que en junio de 2006, la Food and Drug Administration estadounidense aprobó la vacuna cuadrivalente contra el VPH (Gardasil ®) en mujeres de 9 a 26 años. Posteriormente, el Advisory Committee on Immunization Practices recomendó la vacunación rutinaria de mujeres entre los 11 y 12 años con tres dosis [4]. Se trata de una vacuna tetravalente recombinante adyuvada no infecciosa, preparada a partir de partículas similares a la proteína L1 de la cápside mayor de los tipos 6, 11, 16 y 18 del VPH altamente purificadas, producidas en células de levadura por tecnología del ADN recombinante [5]. los pocos estudios realizados tras su aprobación muestran que los efectos adversos tras la vacunación del VPH no son superiores a otras vacunas [6]. Sin embargo, son estudios descriptivos que obtienen la información de los pacientes y profesionales de forma voluntaria, con un diseño metodológico que no permite establecer relaciones de causalidad, por lo que los resultados podrían estar subestimados. En la bibliografía se han descrito casos aislados de efectos adversos, como síndrome de Guillain- Barré, encefalopatía, mielitis transversa o neuritis del plexo braquial [6,7]. Los objetivos de nuestro trabajo son, en primer lugar, describir las observaciones clínicas de cuatro pacientes que desarrollaron cuadros neurológicos probablemente inmunomediados en relación temporal con la vacunación. En segundo lugar, mejorar el conocimiento y alertar sobre efectos neurológicos y la necesidad de nuevas aportaciones acerca de la seguridad de la vacuna para VPH. Casos clínicos Caso 1. Mujer de 17 años con antecedentes de migraña sin aura, con cuadro de una semana de evolu- Trastornos neurológicos desmielinizantes y vacunación del papilomavirus humano M. Josefa Álvarez-Soria, Amalia Hernández-González, Sira Carrasco-García de León, M. Ángeles del Real-Francia, M. José Gallardo-Alcañiz, José L. López-Gómez
Introducción.
La prevención primaria mediante la vacunación contra la mayor causa de cáncer de cérvix, el papilomavirus humano (VPH) tipos 16 y 18, es de amplia distribución mundial. Tras su aprobación, se han descrito efectos adversos neurológicos en estudios descriptivos y limitados por la dificultad de obtener la información, por lo que debe considerarse la infraestimación. Describimos los casos de cuatro mujeres jóvenes que desarrollaron enfermedades de características desmielinizantes tras la vacunación para VPH.
Casos clínicos.
Se describen en total seis episodios neurológicos tras la vacunación, con un rango de tiempo entre la administración de la dosis y el desarrollo de la clínica de cuatro días a un mes. Los diagnósticos fueron dos mielitis transversas, neuritis óptica y parálisis facial periférica, estos dos últimos recurrentes con las dosis vacunales sucesivas. En la evolución posterior, dos de los casos desarrollaron síntomas que llevaron al diagnóstico de esclerosis múltiple. Conclusiones. Previamente se habían descrito encefalitis, síndrome de Guillain-Barré, mielitis transversa o neuritis braquial, relacionados con la inmunización posvacunal, lo que sugería el desencadenamiento de un mecanismo inmunológico como base del evento desmielinizante, quizás en jóvenes predispuestas. Nuestros casos nos llevan a postular que, en ocasiones, la vacuna puede desencadenar complicaciones similares a la encefalomielitis posvacunal, y en otros puede precipitar un primer brote o desenmascarar una esclerosis múltiple latente. Destacamos la necesidad de describir episodios desmielinizantes tras la vacunación del VPH, teniendo en cuenta que la latencia puede ser de hasta 30 días, para caracterizar su perfil de riesgo. Palabras clave. Efectos adversos. Encefalomielitis diseminada aguda. Enfermedad desmielinizante. Mecanismos inmunológicos.
Mimetismo molecular. Vacuna de papilomavirus humano. Servicio de Neurología. Hospital General de Ciudad Real. Ciudad Real, España. Correspondencia: Dra. M. Josefa Álvarez Soria. Servicio de Neurología. Hospital General de Ciudad Real. Avda. Obispo Rafael Torija, s/n. E-13005 Ciudad Real. Fax: +34 926 278 502. E-mail: mape1012001@hotmail.com Aceptado tras revisión externa: 06.09.10. Cómo citar este artículo: Álvarez-Soria MJ, Hernández- González A, Carrasco-García de León S, Del Real-Francia MA, Gallardo-Alcañiz MJ, López-Gómez JL.
Trastornos neurológicos desmielinizantes y vacunación del papilomavirus humano. Rev Neurol 2011; 52: 472-6. © 2011 Revista de Neurología www.neurologia.com Rev Neurol 2011; 52 (8): 472-476 473
Trastornos neurológicos desmielinizantes y vacunación del papilomavirus humano ción de disminución de la agudeza visual derecha y discromatopsia, siendo la exploración compatible con neuritis óptica retrobulbar. Cuatro días antes del inicio de los síntomas había recibido la primera dosis de la vacuna para VPH. No tenía historia de otras vacunaciones recientes o simultáneas. Las pruebas de laboratorio fueron normales, excepto el hallazgo de bandas oligoclonales (BOC) en el líquido cefalorraquídeo (LCR). Los potenciales evocados visuales (PEV) revelaron un aumento moderado de la latencia de la onda P100 derecha. En la resonancia magnética (RM) craneal se apreciaron dos lesiones milimétricas, hiperintensas en secuencias de tiempo de repetición largo (Fig. 1), subcorticales, de localización parietal posterior izquierda, de características inespecíficas, con dudoso realce con gadolinio. Se trató a la paciente con cuatro bolos de 1 g de metilprednisolona intravenosa y posterior pauta descendente oral, presentando una recuperación completa y normalización de los PEV. Siete meses después, a los cuatro días de la tercera dosis vacunal, volvió a presentar otro episodio de neuritis óptica derecha de características desmielinizantes, que remitió tras el tratamiento esteroideo. La RM realizada al mes mostró las mismas lesiones inespecíficas sin captación de contraste, y los potenciales evocados multimodales control fueron normales. Tras 16 meses de seguimiento, se encuentra asintomática y sin nuevos episodios.
Caso 2.
Mujer de 27 años sin antecedentes, que ingresó por un cuadro progresivo de 36 horas de parestesias ascendentes hasta el pecho. Un mes antes recibió la primera dosis de la vacuna para VPH. Al igual que en el caso 1, no había constancia de otras vacunaciones. En la exploración neurológica se apreció un leve déficit motor proximal en el miembro inferior derecho, reflejos exaltados y respuesta clonoide en los miembros inferiores, hipoestesia en el nivel medular D4 y propiocepción alterada en el miembro inferior izquierdo. El estudio analítico y los potenciales evocados multimodales fueron normales, excepto la detección de BOC en el LCR. La RM craneomedular demostró una única lesión hiperintensa en T2 (Fig. 2), no captante, pericallosa izquierda. Con el diagnóstico de mielitis transversa se pautaron cinco bolos de 1 g de metilprednisolona intravenosa, persistiendo sólo disestesias en el tronco. La RM de control nueve meses después mostraba la misma lesión con tenue captación de gado- Figura 1. Resonancia magnética craneal (secuencia T2 sagital): dos lesiones hiperintensas, de localización parietal posterior izquierda.
No recibió la segunda dosis de la vacuna para VPH por consejo médico. A los 18 meses de este episodio presentó un cuadro de dismetría en el miembro superior izquierdo, y la RM fue similar a la previa. Con estos datos, ha sido diagnosticada de esclerosis múltiple (EM). Figura 2. Resonancia magnética craneal (secuencia T2 sagital): lesión hiperintensa pericallosa izquierda. 474 www.neurologia.com Rev Neurol 2011; 52 (8): 472-476 M.J. Álvarez-Soria, et al linio.
Caso 3.
Mujer de 26 años con parestesias progresivas en los miembros derechos y la región distal del miembro superior izquierdo de tres semanas de evolución, en la que se objetivó hipoestesia en los miembros derechos, dismetría del miembro superior izquierdo e hiperreflexia global. Los síntomas se iniciaron al mes de la tercera dosis de la vacuna para VPH, sin constancia de otras vacunaciones. Se detectaron BOC en el LCR. La RM craneomedular mostró múltiples lesiones periventriculares, subcorticales y en el cerebelo, y otra lesión a la altura de C2-C3 hiperintensa en T2 (Fig. 3a), con realce homogéneo tras gadolinio. Tras tratamiento esteroideo, sólo quedaron parestesias en la mano izquierda. Se diagnosticó una mielitis transversa en el contexto de un síndrome desmielinizante aislado, cumpliendo los criterios de la EM según publicaciones recientes [8]. La RM control dos meses después reveló mejoría radiológica de la lesión cervical, sin otros cambios. Al año de seguimiento presentó un nuevo episodio de mielitis, 25 días tras la vacunación de la gripe A, y en la RM se objetivó mejoría de todas las lesiones previas, con aparición de una nueva lesión hiperintensa (Fig. 3b) a la altura de la apófisis odontoides, no captante.
Caso 4.
Mujer de 15 años sin antecedentes, que sufrió parálisis facial periférica izquierda un mes después de recibir la primera dosis vacunal para VPH, resuelta tras corticoterapia oral. Tres meses después recibió la segunda dosis de la vacuna, desarrollando con un mes de latencia una parálisis facial periférica derecha, tratada con corticoides orales. El estudio neurofisiológico en el cuadro agudo confirmó la neuroapraxia del nervio facial. La RM fue normal. Actualmente está pendiente de evolución, al llevar sólo dos meses de seguimiento.
Discusión
Los seis ensayos clínicos precomercialización de la vacuna para VPH mostraron una incidencia baja de efectos adversos, siendo los más frecuentes cefalea, fiebre y náuseas [6]. El primer estudio poscomercialización fue realizado por Slade et al utilizando el sistema VAERS, que recoge la información aportada de forma voluntaria. De 23.051.336 vacunas distribuidas, recibieron 12.424 notificaciones de reacciones adversas que incluían bajos porcentajes de patologías, como síndrome de Guillain-Barré, mielitis transversa, convulsiones, enfermedades autoinmunes y enfermedad de motoneurona. Interpretando con precaución los datos, se concluyó que el perfil de seguridad coincidía con los datos precomercialización, a excepción del síncope y el tromboembolismo venoso [6], aunque se instaba a extremar el seguimiento. Es conocido que la inmunización posvacunal puede desencadenar una encefalomielitis aguda diseminada (EAD). En la actualidad, se asocia principalmente con las vacunas del sarampión, gripe, rubéola, parotiditis y tos ferina [9,10], y es más frecuente en niños y adolescentes. Además, se han descrito casos de mielitis transversa, neuritis óptica o parálisis facial, como en nuestros casos, tras otras vacunaciones, como hepatitis B [11]. La patogenia presumiblemente es mixta, sumándose mecanismos inflamatorios y la respuesta inmunológica secundaria, que contribuyen a la destrucción de la mielina [12]. Se ha postulado un mecanismo de ‘mimetismo molecular’ por el que un antígeno común compartido por el agente infeccioso y un epítopo de la mielina desencadena la respuesta autoinmune [9]. Así, el desarrollo de episodios monofásicos o recurrentes de desmielinización no se explicaría por una relación causal, sino por la respuesta inmune en personas jóvenes con determinada susceptibilidad genética [13-15], como sugieren las recurrencias de tres de nuestros casos.
Figura 3. Resonancia magnética medular (secuencia T2 sagital): a) Lesión hiperintensa a la altura de C2-C3; b) Lesión hiperintensa a la altura de la apófisis odontoides con mejoría de la lesión en C2-C3. a b La publicación de casos individuales ha sugerido la posible asociación entre la vacuna para VPH y el desarrollo de enfermedades desmielinizantes del sistema nervioso central y periférico. Así, Debeer et al describieron un paciente con neuritis del plexo braquial al mes de la vacunación [7]. Wildemann et al describieron el caso de una mujer de 20 años previamente sana, que 28 días después de la segunda dosis de la vacuna para VPH desarrolló EAD con ausencia de BOC [13]. Sutton et al publicaron cinco pacientes con enfermedad desmielinizante del sistema nervioso central tras la vacunación, pero tres de ellas tenían antecedente de un primer episodio de desmielinización, y fueron diagnosticadas de EM [16]. Bomprezzi mencionó en su carta dos pacientes jóvenes con un síndrome desmielinizante al mes de la vacuna, que posteriormente cumplieron criterios de EM [17].
Recientemente, Mendoza et al han publicado el primer caso en España de EAD, en una mujer de 17 años, 15 días después de la segunda dosis de la vacuna para VPH [18]. Los diagnósticos en nuestros casos fueron: neuritis óptica recurrente, dos mielitis transversas y parálisis facial periférica recurrente. Ninguna de las pacientes refirió, tras una minuciosa anamnesis, haber tenido síntomas neurológicos previos a la vacunación, y sólo dos cumplieron posteriormente criterios de EM por los síntomas y la RM. El caso 4 tuvo afectación exclusiva del sistema nervioso periférico, también descrito en relación con la EAD [10], y más en su forma posvacunal [14]. Así, se han referido parálisis faciales periféricas posvacunales [19]. En nuestros casos 1, 2 y 3 se detectaron BOC en el LCR, a diferencia de los casos de Wildemann y Mendoza, pero se sabe que las BOC están presentes en el 25% de las EAD [12], y hasta en el 58% de las formas en adultos, aunque suelen ser transitorias [9]. Es controvertido si estos cuadros inmunológicos son más frecuentes tras las dosis vacunales de recuerdo [13,16] o tras la primera dosis [15]. En nuestra serie, los síntomas ocurrieron tras la primera dosis en tres episodios, y tras dosis repetidas en los otros tres. Por otra parte, en nuestras pacientes no había constancia de vacunaciones simultáneas, a las que se habían atribuido las complicaciones en estudios previos [20-22]. El período de latencia entre las vacunaciones y la EAD en los niños oscila entre 4 y 13 días (rango: 1-23 días) [9,23]. Esta latencia apoya un mecanismo inmunogénico, y la Organización Mundial de la Salud acepta una ventana de 4 a 42 días [24], aunque algunos autores lo amplían a tres meses [9]. Esta larga latencia se ha descrito tras la vacuna para VPH y otras [7,13,16], y posiblemente contribuye a que no se relacione la vacunación y el síndrome neurológico. En nuestra serie, las latencias oscilaron entre cuatro días (caso 1) y un mes en el resto de los episodios (incluida la paciente más joven), lo que apoya que la inmunogenicidad y reactividad en los adultos no es inferior a la de los niños [5]. En los casos 1 y 4, la recidiva de los síntomas tras la revacunación apoya una relación no casual y obliga a indagar sobre este antecedente en los enfermos con episodios desmielinizantes. La EAD puede precipitarse por mecanismos comunes a la EM, por lo que el diagnóstico inicial basado sólo en la clínica y la RM es imperfecto [24], recomendándose realizar una RM a los seis meses [9,15]. En la bibliografía reciente se indica que un alto porcentaje de EAD se convierte posteriormente en EM [14]. Aunque algunos autores postulan que las vacunas no son causa ni desencadenan exacerbaciones en la EM [25], proponemos, tras nuestras observaciones, la hipótesis de que existe el riesgo de precipitar estos eventos en pacientes con EM o con episodios posvacunales previos, como ya se ha advertido [16,26], y así lo apoya el caso 3. Aunque la vacuna contra el VPH tenga cerca del 100% de eficacia en la prevención del cáncer de cérvix, la frecuencia y morbimortalidad de los efectos adversos en una población muy joven no deben infravalorarse. Instamos a seguir publicando casos similares para caracterizar el perfil de riesgo de la vacuna para VPH.
Primary prevention by prophylactic vaccination against the major cause of cervical cancer, the carcinogenic human papillomavirus (HPV) types 16 and 18, is now available worldwide. Postlicensure adverse neurological effects have been described.
The studies realized after the license are descriptive and limited by the difficulty to obtain the information, despite most of the statistical indexes show that the adverse effects by the vaccine of the HPV are not upper compared with other vaccines, the substimation must be considered.
Case reports.
We describe the cases of four young women that developed demyelinating disease after the vaccination of the HPV, with a rank of time between the administration of the dose and the development of the clinical of seven days to a month, with similar symptoms with the successive doses. We have described six episodes coinciding after the vaccination.
Conclusions.
Have been described seizures, autoimmune disorders such as Guillain-Barré syndrome, transverse myelitis, or motor neuron disease, probably adverse effects following immunization by HPV vaccine. So we suggest that vaccine may trigger an immunological mechanism leading to demyelinating events, perhaps in predisposed young. Key words. Adverse effects. Autoimmune disease. Demyelinating disease. Immunological mechanism. Molecular mimicry. Papillomavirus vaccine. vaccine in male and female adolescent and young adult women. Pediatrics 2006; 118: 2135-45.
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domingo, 6 de março de 2011

INFERTILIDADE E HOMEOPATIA - ALTERAÇÃO DOS NÍVEIS DE PROLACTINA (HIPER-PROLACTINA) (PRL)

INFERTILIDADE E HOMEOPATIA - ALTERAÇÃO DOS NÍVEIS DE PROLACTINA (HIPER-PROLACTINA) (PRL)
Prolactina (PRL). O que é?
É uma hormona segregada pelas células da hipófise anterior, que está presente em todos os mamíferos.
Foi descrita pela primeira vez em ovelhas, em 1937, e só mais tarde, em 1970, os pesquisadores Frantz e Kleinberg a estudaram e descreveram nos humanos.
É uma substância produzida pelo sistema nervoso central que pode levar ao aparecimento de alguns distúrbios na saúde do Homem e a Mulher.
As células nervosas e as glândulas endócrinas comunicam entre si, célula a célula por actividade eléctrica e pela da secreção de mensageiros químicos ou neurotransmissores, que são as hormonas.
As hormonas são substâncias produzidas pelas glândulas endócrinas (glândulas de secreção interna) com a função de regular e equilibrar as funções do organismo, para que os órgãos e sistemas funcionem em harmonia.
As hormonas regulam a química do organismo em todas as suas funções, funcionam como mensageiras, são produzidas num órgão e levadas pela corrente sanguínea a outro órgão e a todas as partes do organismo actuando como estimulantes.
O organismo é formado por diferentes tipos de células e de hormonas, cada hormona actua sobre um determinado tipo de células, as “células-alvo”, com função específica mas que no conjunto trabalham na manutenção do equilíbrio do organismo.Têm um ritmo de secreção variável de acordo com as necessidades do corpo e com a função que desempenham.
Como todas as hormonas, a prolactina também tem uma função específica e possui um ritmo de secreção variável (ritmo de secreção hormonal). O ritmo da prolactina é mais elevado durante a noite no início do sono e é controlado por diferentes substâncias bioquímicas produzidas pelo sistema nervoso central. O controlo é feito pela comunicação entre as células do córtex cerebral, o hipotálamo e a hipófise.
As glândulas não funcionam sozinhas, como acontece com todos os órgãos e sistemas, para estarem em equilíbrio é essencial o funcionamento harmonioso da globalidade do indivíduo, o mental, o emocional e o físico. Assim é fácil perceber que a secreção da prolactina pela hipófise também está dependente de vários factores reguladores.
Para que os níveis de prolactina se mantenham de acordo com as necessidades de cada um, é essencial o equilíbrio do organismo no seu todo, é aqui que a Homeopatia pode dar uma ajuda preciosa.
Aumento dos níveis de Prolactina (PRL) como causa de Infertilidade
O excesso de prolactina (hiper-prolactina ou hiperprolactinemia) também pode ser uma das causas da infertilidade da mulher ou do homem.
Acontece com mais frequência em mulheres com idades entre os 20 e os 50 anos, embora também possa aparecer no homem, não sendo, no entanto, tão frequente.
Na mulher, a prolactina tem uma função importante na manutenção da amamentação, é a hormona estimulante das glândulas mamárias para a produção de leite. Tudo começa na puberdade, a prolactina, juntamente com os estrogénios, a progesterona e o cortisol, estimula a proliferação e a ramificação dos ductos na mama, mais tarde, durante a gravidez, a prolactina, juntamente com estrogénios e progesterona, é responsável pelo desenvolvimento dos lobos dos alvéolos nos quais o leite é produzido. Depois do parto, a prolactina, desta vez em conjunto com a insulina e o cortisol, estimula a síntese e a secreção de leite.
No homem, também há produção de prolactina, no entanto a sua função ainda não é conhecida na totalidade.
No dia-a-dia, todos somos confrontados com situações que produzem desequilíbrios na secreção hormonal, por isso é normal que a secreção de prolactina, também possa variar e aumentar com:
  • o stress;
  • na gravidez;
  • por trauma emocional;
  • pelo uso de fármacos (medicamentos químicos): reserpina, sulpiride, metroclopamida, alfa-metildopa, verapamil, entre outras substâncias existentes nos calmantes, nos anti-depressivos, nos ansiolíticos, nos anti-psicóticos, nos fármacos para a hipertensão e nos anticoncepcionais, entre outros.
Todas estas situações são situações passíveis de provocarem alteração na secreção de prolactina, mais precisamente excesso de prolactina.
No entanto não são só estas situações, consideradas normais, que podem elevar os níveis da prolactina do organismo, há outros factores e esses não são normais, que também podem provocar alterações, que são:
  • Os factores patológicos: as patologias que afectam o sistema nervoso central na zona do hipotálamo e hipófise como as lesões neoplásicas no hipotálamo, degenerativas, granulomatosas, vasculares ou infecciosas que diminuem a secreção de dopamina (regula a prolactina), que é uma hormona com acção inibidora sobre a PRL; interrupção da ligação entre o hipotálamo e a hipófise originada por tumores cerebrais, alterações da hipófise devido a prolactinomas (micro e macroadenomas); insuficiência renal crónica, que diminui a depuração renal de PRL; doenças endócrino metabólicas como o hipertiroidismo (o THR é um potente libertador de PRL); ovários poliquistícos; doenças e lesões da parede toráxica;
  • Causa idiopática ou funcional (sem causa conhecida).
Todos os factores que enumerei são passíveis de poderem gerar a hiper-prolactina (PRL). Verifica-se ainda que os sintomas e por consequência as patologias que envolvem a secreção de prolactina, são caracterizados pelo excesso de produção da hormona.
Excesso de Prolactina na Mulher – Sintomas
Alguns dos sintomas que na mulher podem fazer pensar em hiper-prolactina (PRL) são:
  • Menstruações irregulares;
  • Amenorreia (é frequente o excesso de prolactina em mulheres que não menstruam);
  • galactorreia;
  • Diminuição da libido (desejo sexual);
  • Infertilidade;
  • Diminuição da densidade óssea e até osteoporose;
  • Depressão e ansiedade;
  • Edema e obesidade.
Como pode ver-se a prolactina pode ser a responsável por disfunções graves do organismo, a falta de ovulação é um dos sintomas a ter sempre em consideração.
Excesso de Prolactina no Homem - Sintomas
Como referi, no homem também há produção de prolactina, no entanto a sua função ainda não é conhecida na totalidade. No entanto verificam-se sintomas como:
  • Disfunção eréctil;
  • Diminuição da libido (desejo sexual);
  • Infertilidade;
  • Baixa produção de espermatozóides;
  • Ginecomastia (desenvolvimento de mamas nos homens);
  • Diminuição da densidade óssea e até osteoporose;
  • Depressão e ansiedade;
  • Edema de obesidade.
Todos estes sintomas estão relacionados com o excesso da hormona no organismo masculino.
Tratamento Homeopático da Hiper-prolactina (PRL)
A abordagem homeopática para tratamento da hiper-prolactina processa-se da mesma maneira que para qualquer outra patologia.
“A Homeopatia trata as pessoas e não as doenças”, quer isto dizer que a Homeopatia trata as pessoas, não o excesso de prolactina.
O equilíbrio hormonal do organismo é fundamental para que funcione bem, para que todos os órgãos funcionem na sua plenitude. Nesta área, a Homeopatia tem um papel importante e é eficaz .
A Homeopatia trata o individuo na sua globalidade, isto quer dizer que o/a homeopata, para poder prescrever o remédio apropriado a cada um, tem que ter sempre em consideração todos os sinais e sintomas individuais, quer sejam físicos, emocionais ou mentais.
A abordagem é sempre individual e tem sempre em atenção o indivíduo no seu todo, na sua globalidade, mental-emocional-físico, é assim que a Homeopatia trata a doença. A abordagem da Homeopatia é mais segura,
eficaz e saudável do que a terapia com medicamentos químicos, que como é sabido, traz uma série de riscos acrescidos à saúde.
Além de eficaz no tratamento dos sintomas, o tratamento homeopático é barato, não tem efeito tóxico para o organismo e é isento de efeitos colaterais. São significativas as vantagens do tratamento homeopático.
Quando se opta por um tratamento alternativo, nomeadamente o homeopático, o tratamento deve ser receitado e orientado por um Homeopata profissional, com formação em Homeopatia que saiba prescrever respeitando a Filosofia Homeopática e de acordo com e as Leis da Homeopatia.
Manuela Morgado - Homeopata Especialista