quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Homeopatia no Climatério e Menopausa da Mulher

Homeopatia no Climatério e Menopausa da Mulher

Climatério, Menopausa e Perimenopausa

Climatério, Menopausa e Perimenopausa são termos com sentidos diferentes, mas muitas vezes utilizados com o mesmo significado.
  • Climatério é uma fase da vida da mulher que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo, é o período em que a menopausa acontece.
  • Menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre o último ciclo menstrual, ou seja a última menstruação.
  • Perimenopausa é o período que antecede e que vai até um ano depois da menopausa (da última menstruação).
O climatério e a menopausa não são nenhuma doença nem devem ser encarados como tal. Fazem parte de um processo natural da vida da mulher.
Há mulheres que passam esta fase sem problemas e sem nunca precisarem de ajuda, mas há outras que desenvolvem sintomas desagradáveis, variáveis em diversidade e intensidade, responsáveis pela perda de qualidade de vida.
É um período da vida que precisa de atenção especial e acompanhamento cuidado, para que seja vivido com boa saúde.
Muitas mulheres, já procuram a Homeopatia para as ajudar a aliviarem os possíveis sintomas tanto físicos como emocionais que experimentam no climatério.
Os sintomas são a forma que o organismo tem de se manifestar quando alguma função ou o normal funcionamento de um órgão estão alterados, são uma reacção natural na procura de reencontro do equilíbrio, neste caso, afectado pela alteração hormonal normal e inevitável pela qual todas as mulheres passam no seu percurso de evolução biológica.
Todas as mulheres chegarão à menopausa, é inevitável, é consequência da evolução natural da vida biológica da mulher.
Não só para a mulher nesta fase da vida, mas também para todos os seres humanos, desde o nascimento até à morte, é fundamental o equilíbrio nos seus três níveis de manifestação: MENTAL, EMOCIONAL e FÍSICO, só assim será possível viver com boa saúde e isso, só a Homeopatia é capaz de fazer.
A Mulher está a entrar na Menopausa
Quando se diz que a mulher está a entrar na menopausa, geralmente é porque a mulher começou a sentir e a queixar-se de algumas mudanças no seu organismo ou comportamento, pouco frequentes ou inexistentes até aí.
Na verdade há mulheres que passam esta fase sem problema nenhum, mas há outras, umas mais que outras, que apresentam um quadro de sinais e sintomas mais acentuado, tanto a nível físico como emocional, por exemplo:
  • Acessos de calor, afrontamentos, por vezes seguidos de arrepios.
  • Suores nocturnos.
  • Menstruações irregulares e copiosas.
  • Sono não reparador.
  • Insónias.
  • Ansiedade, irritabilidade e depressão.
  • Vontade de chorar sem motivo.
  • Alterações ginecológicas e urológicas.
  • Alteração no desejo sexual (libido).
  • Perda de elasticidade da pele.
  • Alterações no metabolismo.
  • Hipertensão e colesterol.
  • Obesidade.
  • Osteoporose.
No entanto, e não é demais referir, a intensidade com que estes sintomas se manifestam, depende do organismo de cada mulher e do estado físico e emocional com que chega a esta fase da vida.
Sinais e Sintomas Físicos da Mulher no Climatério
No Climatério, os ovários deixam de gradualmente produzirem hormonas, os estrogénios diminuem e a progesterona sobe.
Inicia-se a transição entre as fases reprodutiva e não-reprodutiva da vida da mulher, que culmina na menopausa (último período menstrual da mulher) quando os ovários cessam a sua função (deixam de ovular, de produzirem óvulos) e inicia-se um processo para estabel
ecer um novo equilíbrio hormonal.
Nessa transição, em que baixam os estrogénios e sobe a progesterona, ocorrem alterações físicas e psíquicas importantes, que podem influenciar negativamente a qualidade de vida da mulher.
A menopausa ocorre nas mulheres entre os 40 e os 55 anos de idade, consequência da perda gradual da produção das hormonas femininas, mas os primeiros sinais do climatério, como os ciclos menstruais irregulares e com mais fluxo, podem verificar-se alguns anos antes, até acabarem completamente.
Os primeiros sintomas de que a mulher está a chegar à menopausa aparecem, em geral, a partir dos 40 anos, quando as mulheres ainda têm menstruações regulares.
As cólicas abdominais aumentam, o fluxo menstrual torna-se mais abundante, os sintomas pré-menstruais (SPM) mais acentuados, o apetite aumenta e as insónias aparecem com alguma frequência, nesta altura são poucas as mulheres que conseguem dormir bem.
Em algumas mulheres os suores nocturnos, as enxaquecas fortes e por vezes náuseas, aparecem também nesta fase.
A seguir surgem os afrontamentos durante o dia, para além dos suores nocturnos, este é um dos sintomas mais frequentes. A sensação de calor sobe pelo corpo, afectando principalmente o tronco e a cabeça, por vezes esta sensação vem acompanhada por ruborização da pele, sudação excessiva, mal-estar estomacal, taquicardia, palpitações, dor de cabeça e nalgumas situações por sensação de vertigem. Estes sintomas, devidos a alterações nos vasos
sanguíneos, são muitas vezes seguidos de arrepios.
Depois é a fase das menstruações irregulares que dura cerca de quatro anos, os ciclos são cada vez mais irregulares e o aparecimento da menstruação torna-se uma incógnita. Muitas mulheres queixam-se de cansaço e de fluxo menstrual abundante.
Os suores nocturnos podem diminuir ou aumentar, mas os afrontamentos durante o dia, a qualquer hora e em qualquer situação, são normais para as cerca de 80% das mulheres que se queixam de “calores”.
A fase seguinte começa quando falta a menstruação pela primeira vez. A partir daí é difícil saber o que acontecerá a seguir, como serão os próximos ciclos. O fluxo menstrual pode ser ligeiro ou abundante, pode ou não haver menstruação ou aparecer e desaparecer repentinamente, as cólicas abdominais, os suores nocturnos e os afrontamentos podem agravar-se.
A falta de estrogénios é também responsável por alterações urogenitais que se tornam muito desagradáveis, não só para a mulher como também para o companheiro.
Na da mucosa vaginal, verifica-se atrofia do epitélio que se torna mais frágil e sensível. Na vagina a atrofia causa estreitamento e perda de elasticidade, com consequente diminuição na lubrificação que origina a secura vaginal. A secura vaginal pode trazer alguma sensação desagradável durante a relação sexual, tanto para o homem como para a mulher. As alterações na flora vaginal facilitam o aparecimento de uma flora inespecífica que predispõe o organismo a vaginites, com comichão e ardor na vagina, responsáveis por grande desconforto.
São frequentes, também, problemas a nível da uretra e da bexiga. As infecções do tracto urinário, que se manifestam por necessidade frequente de urinar ou ardor durante a micção, a dificuldade de esvaziamento da bexiga ou as perdas involuntárias de urina, causadas pelo prolapso uterino (os órgãos da pélvis podem debilitar-se e descair, provocando pressão sobre os órgãos urinários), tornando recorrente o aumento da frequência e ardência urinária além da sensação de micção iminente.
Outro dos sintomas que mais preocupa, e desagrada a mulher, é o aumento de peso e a obesidade. Algumas mulheres engordam mais facilmente quando chegam à menopausa porque a redução de estrogénios, também reduz a secreção da leptina que é uma hormona relacionada com o controlo do apetite. O apetite aumenta e como consequência o peso também aumenta.
A perda de elasticidade da pele, não só no corpo, mas essencialmente da face e do pescoço, é outro sinal, que não agrada muito à mulher, mas que efectivamente se verifica. Aparecem mais de rugas, o corpo torna-se mais flácido e a pele mais seca.
A osteoporose, que é a perda de massa óssea, é outro sintoma que aparece nalgumas mulheres que se manifesta principalmente nos primeiros anos da menopausa. O desgaste dos ossos está na origem do aumento de fracturas, principalmente a nível dos quadris, consequência de uma queda ou, em casos muito graves, por fracturas espontâneas. A osteoporose também é responsável pelo encurvamento da coluna, que causa grande alteração na estatura da mulher.
Outro sintoma que pode aparecer, originado pela redução de estrogénio, é a variação da tensão arterial. O aumento da glicemia (açúcar no sangue), colesterol elevado (aumento da gordura do sangue que se deposita na parede das artérias e que pode levar à ateroesclorose) e hipertensão arterial, são os factores que condicionam um maior risco cardiovascular, quer dizer, aumentam a possibilidade de ocorrer um enfarte ou um acidente vascular cerebral (AVC – derrame cerebral).
O cansaço permanente e frequente é outra das queixas da mulher no climatério. Pequenos esquecimentos que acontecem com alguma frequência e apesar de não serem relevantes podem causar-lhe preocupação e mal-estar.
Os suores nocturnos são em grande parte responsáveis pelo mal-estar da mulher durante a noite. A mulher acorda com frequência, não consegue ter um sono reparador, tem dificuldade em adormecer novamente. Aparecem as insónias, o desgaste físico e as situações frequentes de grande irritabilidade e ansiedade.
Sinais e Sintomas Emocionais da Mulher no Climatério
Desde sempre que os distúrbios físicos e emocionais, da mulher nesta fase da vida, são atribuídos à menopausa, mas dados de estudos recentes, mostram que o aumento dos sintomas e problemas da mulher neste período reflectem circunstâncias sociais e pessoais e que não provêm só das alterações endócrinas normais do climatério e menopausa.
Algumas mulheres sentem alguma ansiedade neste período, quando são confrontadas com as mudanças que acontecem em si, no seu corpo.
Este é o momento de mudanças físicas e psicológicas que acontece precisamente no auge da vida profissional e afectiva da mulher.
A mulher vive um vai vem de emoções e sentimentos que algumas não conseguem controlar e na maior parte das vezes nem percebem o porquê.
Surgem os conflitos na família ou no emprego, todas as emoções são elevadas ao rubro, todos os problemas ganham uma dimensão exagerada, que não corresponde à realidade.
As mudanças de humor tornam-se habituais, a angústia, a tristeza, a ansiedade, a depressão, a fadiga, a perda de memória, as insónias e a irritabilidade, são sintomas originados pela alteração hormonal que está a acontecer no organismo, que afecta as reacções químicas do cérebro, responsável pelo estado emocional da mulher nesta altura.
Tudo a irrita, não tem paciência para nada, tem vontade de chorar sem motivo, depois do choro vem a raiva de tudo ou de nada ao mesmo tempo, não percebe o que se passa consigo e muitas vezes não consegue controlar as emoções.
O seu período reprodutivo acabou, perdeu a fertilidade e ao tomar consciência desta realidade, com frequência a mulher é assolada pelo medo.
Tem medo de perder, a sensualidade e o apetite sexual, tem medo das alterações físicas que podem acontecer no seu corpo e tem medo de envelhecer.
Torna-se indecisa e insegura, perde a auto-estima e com a maior facilidade surgem os quadros depressivos.
Volto a lembrar que nem todas as mulheres têm de ter todos estes sintomas, quer físicos ou emocionais, quando estão no climatério.
Estes sintomas podem estar associados, entre outras possibilidades, a excesso de trabalho, problemas de dinheiro, problemas no relacionamento amoroso do casal ou ainda a algum trauma originado por alguma relação extra-conjugal, em que a mulher se sentiu traída. Todos estes factores são suficientes para que a mulher se sinta como se a sua feminilidade tivesse acabado. Por isso, com este quadro emocional, juntamente com a menor lubrificação vaginal, com o cansaço e a dificuldade em conciliar e ter um sono reparador, que pode ser originado por ansiedade da mulher, todo o cuidado é pouco para não deixar que a libido seja comprometida e por consequência, que a sua vida sexual seja afectada.

Todas as mulheres devem ter sempre em mente que a descida de estrogénios e progesterona, apesar de causar mudanças e adaptações com a manifestação dos sintomas inerentes, não implica em nenhum caso redução da feminilidade ou da capacidade sexual da Mulher.

Tome consciência de que é apenas uma nova etapa da sua vida, que é inevitável passar por ela, mantenha-se sexualmente activa e tem aqui um excelente antídoto contra a depressão.

O que a Mulher pode fazer para aliviar os Sintomas do Climatério e Menopausa
No início do climatério são poucas as mulheres que estão atentas aos sinais que a pouco e pouco vão surgindo.
A mulher começa por preocupar-se com a aparência, com as rugas que vão aparecendo, a importância que dá ao cuidado com o corpo e com pele superam a atenção que deveria ser dada ao exercício físico, a caminhar diariamente ou a manter uma dieta equilibrada e levar uma vida saudável, evitando o fumo e o álcool em excesso.
Então o que pode a mulher fazer para viver esta fase, com qualidade de vida.
O mais importante é viver um dia de cada vez, com calma e encarar o momento como uma fase natural da vida humana e do seu desenvolvimento biológico, que para algumas mulheres não é uma fase fácil de ultrapassar, enquanto outras nem se apercebem das mudanças que o organismo está a viver.
Nunca é demais referir que cada organismo reage à sua maneira, seja qual for a situação.Alguns cuidados simples podem ajudar a prevenir e a combater os sintomas e patologias que com alguma frequência se manifestam nesta fase.
Um dos cuidados é fazer o possível por dormir bem. Durma bem, é essencial para o descanso e por consequência para o equilíbrio emocional e físico da mulher.
A dificuldade em adormecer, as insónias, a falta de sono reparador, o cansaço e as dores de cabeça, podem dever-se a afrontamentos e suores nocturnos que não permitem um bom descanso, mas alguns procedimentos simples podem ser muito úteis para aliviar estes indesejáveis sintomas. Por exemplo, evitar fazer exercício físico muito intenso antes de dormir, mas no entanto, um passeio calmo e relaxante pode ser um óptimo auxiliar contra a insónia.
Reduzir o consumo de álcool, cafeína e fazer jantares ligeiros, dormir num quarto arejado, fazer exercícios de relaxamento e de meditação, podem ajudar no descanso nocturno.
Também é frequente a mulher queixar-se que anda muito esquecida. Os problemas de memória também são uma preocupação, por isso tente dormir o suficiente e bem, deite-se cedo e faça exercício físico. Procure manter-se intelectualmente activa pois quanto menos usar as suas capacidades cognitivas, menos elas são estimuladas e mais rapidamente se degradam.
O aumento de peso e obesidade é um problema que pode afectar muito a mulher não só fisicamente mas também emocionalmente. É outro dos problemas que não pode ser esquecido, não só por causa da alteração do aspecto físico mas também pelas situações de saúde acrescidas, devidas ao excesso de peso, como a hipertensão e os problemas cardíacos.
Para combater o aumento de peso e obesidade, é fundamental a reeducação do hábito de comer, mudar o comportamento perante a comida para conseguir atenuar o ganho de peso, consequência de desequilíbrio hormonal e emocional. Nesta fase a perda de peso não é tão fácil como há uns anos atrás, mas com boa vontade e persistência, consegue-se. Uma alimentação rica em fibras nutrientes e baixa em gorduras e açúcares e exercício físico regular, são grandes aliados neste processo.
Como se pode concluir, o exercício físico é um dos grandes amigos da mulher no climatério, não só para controlo do excesso de peso e prevenção de problemas cardíacos como também é um precioso auxiliar da fixação do cálcio, presente nos nutrientes e assim na redução e prevenção da osteoporose, que tanto aflige a mulher quando chega aos 40 anos.
Outro sintoma corrente da mulher no climatério, são os problemas do sistema urinário. A incontinência e as infecções urinárias também podem ser prevenidas e minimizadas com alguns cuidados simples e que estão ao alcance de todas as mulheres, todas as mulheres os podem fazer. Os exercícios para fortalecerem a musculatura pélvica, feitos regularmente, devolvem elasticidade à pélvis, por isso muito úteis na incontinência urinária.
Quanto às infecções urinárias, é fundamental beber muita água, ajuda a eliminar toxinas, a drenar e a limpar o organismo e por isso a reduzir a possibilidade do aparecimento de infecção urinária.
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Tratamento Homeopático
Homeopatia no Tratamento dos Sinais e Sintomas do Climatério e Menopausa - Vantagens
“A Homeopatia trata as pessoas e não as doenças”, quer isto dizer que a Homeopatia trata a mulher, não a Menopausa.
Cada mulher vive a sua Menopausa, à sua maneira, com sintomas individuais próprios.
A Homeopatia trata a mulher na sua globalidade, isto quer dizer que o/a homeopata, para poder prescrever o remédio apropriado a cada mulher, tem que ter sempre em consideração todos os sinais e sintomas individuais que ela pode apresentar, quer sejam físicos, emocionais ou mentais.
A abordagem é sempre individual e tem sempre em atenção a mulher no seu todo, na sua globalidade, mental-emocional-físico, é assim que a Homeopatia trata a doença.
Para a Homeopatia, a Menopausa é uma fase natural do desenvolvimento biológico da mulher e não uma doença. É sim, um dos momentos e desafios mais importantes da vida da mulher, é a altura em que a mulher vê a sua qualidade de vida afectada pelas alterações hormonais no organismo, com implicações não só físicas como emocionais.
Muitas mulheres ainda têm dúvidas, medos, tabus e não são poucas as que sofrem de algum tipo de preconceito por estarem a chegar, ou já terem chegado à menopausa. Não só as mulheres, mas muitas pessoas ainda vêem a menopausa como um “bicho de sete cabeças” e ainda são muitas as que confundem a menopausa com uma doença inevitável de todas as mulheres.
É certo que, pressionada pela publicidade que valoriza a juventude e a beleza, a mulher sente dificuldade em encarar a Menopausa com naturalidade, mas quando lá chega apercebe-se que faz pouca diferença, na realidade não é a idade que conta mas sim como se lida com ela e desde que a mulher se sinta bem consigo mesma, não há grandes diferenças.
Muitas mulheres desconhecem a eficácia e a vantagem da Homeopatia no tratamento dos sintomas relacionados com a Menopausa. A Homeopatia proporciona um tratamento seguro antes, durante e depois da menopausa.
A abordagem da Homeopatia é mais segura, saudável e eficaz do que a terapia de reposição hormonal química, que como é sabido, traz uma série de riscos acrescidos à saúde da mulher.
Sintomas como sangramento vaginal e aumento de peso, além de maior incidência do risco de cancro da mama e do útero e mais recentemente, as pesquisas apontam, também para maior risco do cancro do pulmão.
Os problemas circulatórios como o trombo-ebolismo venoso, o aparecimento de derrames e varizes são outro dos sintomas que têm maior incidência nas mulheres que recorrem á reposição hormonal por isso e ao contrário do que foi defendido durante algum tempo, os estrogénios da reposição hormonal não trazem nenhum benefício para a protecção do coração, antes pelo contrário.
Problemas na vesícula biliar e no apêndice, que podem levar ao recurso a colecistectomia ou apendicectomia, verificou-se terem maior incidência em mulheres que fazem a terapia de reposição hormonal, como mostra o artigo publicado no “Canadian Medical Association Journal”.
No 7º Congresso Internacional de Homeopatia em Buenos Aires, na Argentina, foi apresentado um estudo sobre o tratamento homeopático das mulheres no climatério e quais as suas vantagens. Este estudo denominado "Estudo da Efectividade do Tratamento Homeopático de Mulheres portadoras do Síndroma do Climatério tratadas no ambulatório de Ginecologia da Unidade de Homeopatia do Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo, Brasil", foi publicado na revista do Instituto Hahnemanniano do Brasil. (IHB): Homeopatia Brasileira, vol. 3 nº1, 1997, mostra que 89% das pacientes estudadas com idades entre 42 e 61 anos, reagiram bem ao tratamento homeopático.
Das mulheres que fizeram parte deste estudo observa-se que 42% melhoraram totalmente da queixa principal, 47% tiveram melhoria parcial e apenas 11% não tiveram alteração do seu estado.
Além da sua eficácia no tratamento dos sintomas, o tratamento homeopático é mais barato que a compensação hormonal (química), não tem efeito tóxico para o organismo e é isento de efeitos colaterais.
Como se pode constatar, são significativas as vantagens do tratamento homeopático.
Quando se opta por um tratamento alternativo, nomeadamente o homeopático, o tratamento deve ser receitado e orientado por um Homeopata profissional, com formação em Homeopatia que saiba prescrever respeitando a Filosofia Homeopática e de acordo com e as Leis da Homeopatia.
Manuela Morgado - Homeopata Especialista

terça-feira, 6 de abril de 2010

Homeopatia e a Deficiência Mental

A Homeopatia e a Deficiência Mental - Em que pode ajudar?
Uma Pequena Introdução
Quando a mulher engravida, uma das preocupações dos futuros pais é a saúde do seu bebé.
Durante os cerca de 9 meses de gestação criam-se muitas expectativas acerca do novo ser que vai chegar.
Como será? Será louro, moreno e os olhos, qual será a cor? Será rapaz ou rapariga? Parecido com o pai ou com a mãe?......... são inúmeras as interrogações, as dúvidas e as preocupações.
Será que vai correr tudo bem?
Apesar de todos os exames clínicos que hoje em dia existem para despiste de qualquer má formação do bebé, a maior preocupação dos pais quando o bebé nasce é perceber se o seu filho é realmente “perfeitinho”.
Infelizmente, nem sempre as coisas correm como seria normal e desejável e nasce uma criança diferente, uma criança especial, que como todas as crianças deve ser amada e cuidada com todo o carinho e amor não só dos pais, mas também da família e de todos os que a rodeiam.
Depois do choque inicial, são muitos e variados os sentimentos e os medos que a mãe e o pai experimentam, mas há que seguir em frente e proporcionar o melhor possível ao seu bebé.
Também estas crianças “especiais”, “diferentes mas iguais”, que na sua maioria nascem com fragilidades tanto físicas como mentais, são muito beneficiadas quando se associa o tratamento homeopático a terapias direccionadas para o desenvolvimento Também estas crianças “especiais”, “diferentes mas iguais”, que na sua maioria nascem com fragilidades tanto físicas como mentais, são muito beneficiadas quando se associa o tratamento homeopático a terapias direccionadas para o desenvolvimento e comportamento da criança.
Exceptuando as intervenções cirúrgicas, que muitas vezes podem ser necessários para tratar problemas estruturais como, por exemplo, cardíacos ou gastrointestinais, a homeopatia ajuda com bastante sucesso nas outras patologias, tal como ajuda qualquer outra criança.
Problemas respiratórios, ouvidos, eczemas, alergias e até de comportamento, podem ser tratados com sucesso pela homeopatia.
Estas crianças, apesar das suas diferenças, são crianças como as outras e também elas e sobretudo elas, que muitas vezes têm um sistema imunitário muito frágil, podem beneficiar muito com a Homeopatia.
Sindroma de Down ou Trissomia 21, Sindroma de Asperger e Autismo, são algumas das patologias que irei abordar e mostrar em que aspectos a Homeopatia pode ajudar as crianças que as possuem.
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Homeopatia e a Criança com Trissomia 21 (Sindroma de Down)
O que é a Trissomia 21 ou Sindroma de Down
O organismo humano é formado por células, por sua vez, cada célula é formada por 23 pares de cromossomas ou sejam 46 cromossomas. Os cromossomas são pedaços do DNA (ácidodesoxirribonucléico), que contêm a informação genética de cada pessoa.
Quando acontece a fecundação, a célula que vai originar o novo ser, normalmente, é uma célula formada por 46 cromossomas, 23 que pertencem à mãe e os outros 23 ao pai, as características dos pais (da família) são transmitidas aos filhos através desta nova célula, é o fenótipo do novo ser.
O sindroma de Down ou Trissomia 21 é caracterizado por uma anomalia nos cromossomas, há um erro de formação em todas as células do organismo, que em vez de terem os 46 cromossomas habituais, têm mais um, 47 cromossomas. Isto quer dizer que a um dos pares de cromossomas que formam a cadeia de DNA se juntou mais um, é este cromossoma a mais que altera o desenvolvimento normal do corpo e do cérebro da criança.
Na Trissomia 21, esta anomalia acontece no par 21 que em vez de 2 tem 3 cromossomas, daí a denominação. A Trissomia 21 também é conhecida por mongolismo ou síndroma de Down, mas a denominação mais adequada é, sem dúvida, a de Trissomia 21.
A Trissomia 21 ou síndroma de Down, foi descrita pela primeira vez pelo médico inglês, John Langdon Down, em 1866. As pessoas afectadas por este sindroma eram chamadas "mongolóides" por o seu rosto ser parecido (especialmente os olhos) com o dos povos orientais da Mongólia.
John Langdon Down descobriu que a causa do sindroma era genética, foi por isso que esta mutação ficou conhecida por Sindroma de Down.
Até aquela altura, toda a informação que havia ácerca do sindroma, apenas referia as características físicas comuns a todos os indivíduos, eram estas características indicavam a existência do sindroma.
Apesar de se saber que a doença tem uma etiologia genética, só em 1958 é que o geneticista francês Jérôme Lejeune a identificou.
O Dr. Lejeune dedicou a sua vida à pesquisa genética, com o objectivo de conseguir melhorar a qualidade de vida dos portadores da Trissomia do 21, foi desde essa altura que a terminologia de “Mongolismo” começou a ser abandonada e a divulgar-se o nome de “Sindroma de Down" ou “Trissomia 21”.
A Trissomia ou síndroma de Down incide em cerca de 1 a 3% da população mundial, o que significa que em cada 800 a 1000 nascimentos, há 1 caso de Sindroma de Down.
Como referi anteriormente, a Trissomia 21 é uma patologia resultante de uma alteração congénita, que acontece durante a divisão das células do óvulo ou do espermatozóide, ou durante a fecundação, devido a uma mutação que faz com que apareçam, não dois, mas sim três cromossomas 21 (no par 21). Esta alteração dos cromossomas da cadeia de DNA de cada célula, é responsável por um atraso no desenvolvimento físico e intelectual do ser humano que se manifesta com vários graus de profundidade.
Pode acontecer em qualquer família, a qualquer casal, em pais de qualquer idade, raça ou estrato social e pode acontecer tanto no primeiro filho do casal, como em qualquer outro.
Não tem nada a ver com o que se possa ter feito antes ou durante a gravidez, nem há nenhuma maneira de se prevenir o Sindroma de Down. Acontece aleatoriamente, embora alguns grupos de estudo tenham identificado "grupos de risco", nos quais a probabilidade de gerar uma criança com T21 é mais elevada.
O grupo de risco mais apontado é o das mulheres com mais de 35 anos, mas no entanto verifica-se que cerca de 80% das crianças nascidas com Trissomia 21, foram geradas por mães com menos de 35 anos. Actualmente, alguns investigadores são de opinião que um pai mais velho, também aumenta o risco de Trissomia, o que é compreensível pois se esta alteração acontece durante a divisão das células do óvulo ou do espermatozóide, ou durante a fecundação, a mutação tanto pode ter origem na célula feminina como na masculina.
Segundo o aspecto genético, há três tipos de Trissomia que importa destacar, são:
  • Trissomia 21 - Quando em todas as células do organismo existe um cromossoma a mais no par 21. Há um total de 47 cromossomas, em vez de 46.
  • Translocação - Quando há Trissomia, mas não necessariamente no par 21, pode estar noutros pares (no 22 ou no 14, por exemplo).
  • Mosaicismo – Quando só algumas das células do organismo têm a Trissomia. Umas células são formadas por 47 e outras por 46 cromossomas.

A Trissomia 21 é uma das anomalias dos cromossomas, mais comuns, em nascidos vivos.

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Trissomia 21 Tem Cura?

A Trissomia 21 não tem cura.

Quando se nasce com uma trissomia é para toda a vida.

É uma alteração genética das células que nunca pode ser modificada, mas apesar disso, muitos dos problemas de saúde e de desenvolvimento que estão associados à trissomia, podem ser tratados pela Homeopatia, com grandes vantagens para a criança. É aqui que a Homeopatia pode dar um contributo valioso. Se ajuda as crianças ditas "normais" é óbvio que também ajuda quem tem necessidades especiais a melhorar a qualidade de vida.

Muitas terapias e profissionais podem ajudar a criança com síndroma de Down.

O terapeuta da fala, o fisioterapeuta ou o terapeuta ocupacional, o homeopata, assim como o médico cirurgião, que é essencial para resolver problemas estruturais como, por exemplo, os cardíacos ou gastrointestinais que necessitem de intervenção cirúrgica.

As crianças com síndroma de Down, mesmo os bebés recém-nascidos, normalmente respondem muito bem à estimulação precoce, aos exercícios para ajudar a controlar os seus músculos, a controlar a motricidade e às actividades que promovem o desenvolvimento mental. Quanto mais cedo a criança começar a estimulação, melhores serão os resultados, é essencial que estas crianças, desde que nascem, sejam estimuladas a despertarem para a vida.

Desde o dia em que nasce que a criança está a aprender, a descobrir o mundo.

Isto acontece com todos os seres, independentemente das suas deficiências físicas ou mentais, as crianças portadoras de Trissomia 21 não são excepção.

A escola, que promove o desenvolvimento intelectual (mental) e físico, o convívio social com outras crianças e a integração na comunidade, são de extrema importância para que estas crianças cheguem a um nível que lhes permita serem autónomas e independentes no seu dia a dia. Tudo isto é muito importante, sem dúvida mas, o melhor que lhes podemos dar, é o amor, o carinho e o respeito a que têm direito. Têm direito a serem FELIZES.

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Características dos Portadores de Trissomia 21 (Síndroma de Down)

As pessoas com Síndroma de Down têm caracteristícas físicas específicas do síndromas, mas geralmente, têm mais semelhanças semelhanças do que diferenças com a população em geral.

Quando nasce um bebé com Trissomia 21, o primeiro diagnóstico médico é feito pelas caracteristícas físicas da criança, o que não quer dizer, volto a referir, que todas as características definidas com características do sindroma de Down, estejam presentes na sua totalidade em todas as crianças, algumas podem ter apenas uma ou duas, enquanto outras podem mostrar a maioria dos sinais que caracterizam o sindroma.

As pessoas com sindroma de Down em geral têm uma estatura mais pequena e um desenvolvimento físico e mental mais lento que as pessoas sem o síndroma. A maior parte tem atraso mental que pode ser leve, moderado ou mesmo profundo.

A capacidade mental e o desenvolvimento das crianças com síndroma de Down, é diferente e varia de criança para criança.

São crianças com desenvolvimento motor mais lento, normalmente as crianças começam a andar entre os 12 e os 14 meses de idade, mas as crianças com sindroma de Down só o conseguem fazer mais tarde, o período é variável, pode ir dos 15 e os 36 meses.

O desenvolvimento da linguagem, é outro problema destas crianças, não só começam a falar bastante mais tarde como muitas têm problemas de dicção _______________________________________________

Características Físicas das Crianças com Trissomia 21

As crianças com Trissomia 21 têm uma fisionomia e uma estatura característica que as identifica.

Características Físicas:

  • A parte de trás da cabeça é achatada,
  • A nuca tem excesso de pele,
  • As orelhas e o nariz são pequenos,
  • A boca é pequena mas a língua pode ser grande e grossa,
  • A ponte nasal é achatada,
  • As fendas das pálpebras são inclinadas e no canto interno dos olhos existem umas pequenas dobras de pele,
  • Têm mãos e pés pequenos e verifica-se com frequência a existência de um espaço entre o primeiro e o segundo dedos dos pé e cerca de 50% das crianças com Sindroma de Down têm uma linha que cruza a palma das mãos (linha simiesca),
  • A tonicidade muscular é inferior ao normal,
  • Têm uma grande elasticidade por terem os ligamentos soltos.

Estas são as principais características físicas que nos saltam de imediato à vista mas, e bastante mais graves, são as más formações congénitas a nível de órgãos e sistemas que frequentemente têm.

Más formações congénitas principais:

  • As principais são as cardíacas, principalmente do canal atrioventricular (segundo alguns estudos, 30 a 40% possuem este tipo de anomalias), que precisam de intervenção cirúrgica.
  • Más formações do aparelho gastrointestinal, como estenose do duodeno, falte de perfuração anal e doença de Hirschsprung, com necessidade de intervenção cirúrgica.
  • Tendência ao aparecimento de certos tipos de leucemia (esta tendência é maior 10 a 20 vezes do que nas outras pessoas, em especial a leucemia megacariocitica aguda que acontece com muito maior incidência).
  • Problemas auditivos, como perda auditiva.
  • Tendência ao desenvolvimento de características neuropatológicas da doença de Alzheimer em idade mais precoce do que nas pessoas sem trissomia.
  • Problemas de comportamento.
  • Problemas de visão, como o aparecimento de cataratas, estrabismo, miopia entre outros, sendo estes os mais frequentes.
  • Tendência a obesidade principalmente na adolescência. É essencial ter alguns cuidados especiais com a alimentação.
  • Problemas hormonais como o hipotiroidismo que pode interferir com o funcionamento do sistema nervoso central.
  • Problemas ortopédicos como a sub-luxação da rótula ou a instabilidade atlanto-axial.
  • Problemas de saúde e resistência à doença relacionados com a debilidade do sistema imunitário.
  • Problemas de pele como o aparecimento de eczemas, pele muito seca.
  • Convulsões e apneia do sono.
  • Problemas relacionados com o sistema respiratório como a tendência a desenvolver alergias e doenças pulmonares.
  • Problemas de dentição, em geral os dentes são pequenos e irregulares e por vezes também se verificam problemas com os maxilares.

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Como pode a Homeopatia ajudar as crianças com Trissomia 21?

A Homeopatia pode ajudar as crianças com Trissomia 21, da mesma maneira que ajuda qualquer outra criança que não seja portadora desta anomalia nos cromossomas das suas células.

Tal como acontece com as outras pessoas ditas “normais”, também não há duas pessoas com Trissomia 21 iguais. Cada pessoa tem a sua individualidade com características mentais, emocionais e físicas próprias.

Em Homeopatia tratamos pessoas e não doenças, por isso quando em consulta aparece uma criança com sindroma de Down, a abordagem é feita como é habitual fazer-se para qualquer outra criança.

Tentar perceber a criança, como ela sente as coisas, como se sente no seu ambiente familiar, como é a sua interacção com a comunidade, com a escola, como lida com a “diferença” que, à medida que vai crescendo se apercebe que existe, em relação aos outros colegas da mesma idade.

Além dos sintomas mentais, também os sintomas físicos precisam de grande atenção na análise do homeopata. São crianças com uma saúde mais debilitada, por vezes com fragilidades em órgãos e sistemas vitais.

São crianças muito sensíveis e como todas as crianças, também elas crescem e passam pelas mesmas fases de crescimento porque passam todas as crianças, desde que nascem até à idade adulta.

É verdade que os problemas podem ser mais complicados e não tão fáceis de resolver como os das outras crianças, mas o que é certo é que também as crianças com Trissomia 21, crescem e sentem de maneira diferente ao longo da vida. Ao seu ritmo e à sua medida elas crescem fisicamente e evoluem mental e emocionalmente.

O corpo muda as alterações físicas são visíveis, mas não muda só por fora, interiormente também as funções de alguns órgãos e sistemas alteram e evoluem, as alterações hormonais são inevitáveis e algumas vezes desequilibradas.

Na adolescência dos jovens com Trissomia 21, os problemas de comportamento, de necessidade de afirmação, de auto-estima entre outros, são frequentes, tal e qual como se passa com grande parte dos adolescentes.

A Homeopatia tem ajudado muitos jovens e crianças nesta fase da vida, quer sejam as ditas crianças “normais” ou as que têm “necessidades especiais” como as portadoras de Trissomia 21.

A Homeopatia não faz “milagres”, mas lembrando o Dr. Samuel Hahnemann, no 9º parágrafo do “Organon”, que diz que o corpo e a mente são controlados pela força dinâmica, ou “força vital” e sabendo que o medicamento homeopático actua promovendo o equilíbrio global do ser humano “mental, emocional e físico”, também os portadores de Trissomia 21, tendo em consideração as características individuais de cada um e as suas capacidades e limitações, podem ser muito ajudados pela Homeopatia, no seu equilíbrio mental e emocional.

A Homeopatia, como é óbvio, não pode resolver as deficiências estruturais que necessitam de correcção cirúrgica, nem corrigir a anomalia que existe nos cromossomas de cada célula, mas pode ajudar e muito, noutros aspectos, como evitar as constantes tomas de antibióticos, anti-inflamatórios, corticóides e anti-estamínicos que em vez de curarem suprimem os sintomas e que ao invés de fortalecerem ainda debilitam mais o sistema imunitário da criança, diminuindo significativamente as defesas do organismo que vai ficando cada vez mais vulnerável à doença, ao mesmo tempo que promovem o aparecimento de novos sintomas cada vez mais graves. A toma de antibióticos é constante e a qualidade de vida e a saúde da criança é muito afectada.

A Homeopatia pode trazer muitos benefícios a estas crianças.

Além dos problemas de comportamento, os desequilíbrios hormonais, os problemas respiratórios, gastricos, de pele, ouvidos, entre outros, são resolvidos com muito sucesso com o tratamento homeopático.

Tanto as crianças como os adultos com Trissomia 21, encontram na Homeopatia uma preciosa ajuda não só no seu desenvolvimento mental e equilíbrio emocional, como também na melhoria da sua saúde para que possam ter uma vida regular o mais normal possível, integrando-se saudavelmente e com autonomia na vida familiar e na comunidade.

Manuela Morgado - Homeopata

segunda-feira, 22 de março de 2010

Homeopatia e a Insuficiência Renal

Antes de falar da abordagem homeopática no tratamento da insuficiência renal, parece-me essencial dar uma pequena noção da importância destes órgãos para o bom funcionamento global do organismo.
Funções dos rins
Os rins têm a função de regular e purificar o sangue dos produtos residuais que transporta. A filtragem do sangue começa no fígado e acaba no rim.
O sangue precisa de ser constantemente filtrado, por isso a capacidade sanguínea dos rins é muito elevada (filtram cerca de 1 litro por minuto). Dado que o corpo possui cerca de 5 litros de sangue, os rins filtram em cada minuto cerca de 20% do volume sanguíneo.
É pelos rins que são eliminadas as substâncias em excesso e é regulado o equilíbrio hidro-salino do organismo.
Outra função importante dos rins é a regulação da acidez dos líquidos do organismo. Os rins também controlam o equilíbrio ácido-base do corpo, quando o sangue e os fluidos do corpo se tornam demasiado ácidos, ou demasiado alcalinos, a acidez da urina altera-se para que o equilíbrio seja restabelecido.
Para que o organismo funcione correctamente, é necessário que os líquidos que ele contém sejam neutros, se forem demasiado ácidos, os rins reagem eliminando ácidos na urina ou segregando bicarbonato.
Os rins têm também a função de produzirem hormonas, entre elas temos:
• a eritropoetina, que regula a produção e a libertação de glóbulos vermelhos pela medula óssea;
• a vitamina D é convertida pelo rim numa forma hormonal activa;
• a renina que é libertada pelo rim quando a tensão arterial baixa, actua sobre uma proteína no sangue para produzir angiostensina que é um poderoso constritor dos vasos capilares que contribui para regular a tensão arterial.
A angiostensina controla também a libertação da aldosterona, hormona produzida pelas supra-renais que actua sobre os tubos renais para promover a reabsorção do sódio e a excreção do potássio.
Quando se ingere água em excesso, o rim expele-a, mas quando se perde água (por exemplo, devido a uma diarreia ou transpiração) o rim conserva-a devido à acção da hormona antidiurética (HAD).
Esta hormona, (HAD) também chamada vasopressina, é uma hormona libertada pela parte posterior da hipófise e actua nos rins para aumentar a sua reabsorção de água, para o fluxo sanguíneo.
A filtragem do sangue
O sangue é filtrado nos pequenos vasos sanguíneos dos rins. Quando o sangue chega ao rim, está saturado de escórias (substâncias nocivas), como açúcares e fosfatos.
Dentro dos capilares renais, a pressão é de tal forma elevada que o sangue é comprimido contra as paredes vasculares que estão permeáveis aos fluidos, alguns produtos residuais podem atravessá-las. Estas substâncias são recolhidas e depois eliminadas na urina. Porém nem todos os produtos residuais conseguem atravessar as paredes vasculares.
As substâncias que o organismo necessita, como as proteínas e os glóbulos de sangue, não conseguem passar e são transportadas por via sanguínea para outros órgãos.
A glicose, os fosfatos e outras escórias, atravessam as paredes vasculares juntamente com os líquidos residuais. Esta mistura de resíduos e de líquidos é a primeira forma de urina (pré-urina).
A Urina
A urina é um líquido de cor amarelada eliminado pelo rim. É composta por água, que tem em solução matérias orgânicas que são matérias corantes, a urobilina, a ureia que é o produto resultante da destruição das substâncias proteicas e ácido úrico que também resulta da destruição dos albuminóides e inorgânicas que são os cloretos, sulfatos, fosfatos de sódio, potássio e magnésio.
Quando a urina flui nos canais, os rins retêm uma parte das substâncias que ela contém, como a água, a glicose e os fosfatos. O organismo pode reutilizar estas substâncias sendo novamente introduzidas no sangue. Só os produtos residuais são eliminados com a urina.
Algumas hormonas regulam a capacidade dos rins em absorver água, glicose e fosfatos eliminados com a urina, a mais importante é a HAD, a hormona antiduirética, que controla a secreção da urina. Quando se bebe muito, o corpo elimina o excesso de líquido aumentando a produção de urina. Pelo contrário, se o fornecimento de água é insuficiente, a secreção de HAD aumenta o volume e a urina diminui.
A glândula supra-renal segrega outra hormona, a aldosterona, que regula a retenção renal de alguns sais presentes na urina, como o sódio e a glicose, que é reabsorvida pelos rins e transportada novamente pelo sangue.
No entanto, os rins só podem recuperar uma quantidade limitada de glicose; se a urina contém demasiada glicose, a quantidade em excesso terá que ser eliminada.
Acidez do sangue
A regulação da acidez é outra função importante do rim. O sangue deve ser totalmente neutro. Se a acidez do sangue aumenta, os rins eliminam os ácidos através da urina.
Para o bom funcionamento renal, o sangue deve ser rico em glóbulos vermelhos, que se formam na medula óssea. Para isso, os rins segregam a eritropoetina, hormona que regula a produção e libertação glóbulos vermelhos pela medula óssea. Os sinais enviados pela eritropoetina à medula estimulam-na, regulando a quantidade de glóbulos vermelhos do organismo. Um funcionamento defeituoso dos rins pode causar uma anemia.
Equilíbrio Hidro-salino
A água representa cerca de 65-70% do peso corporal de um indivíduo.
É na água que estão dissolvidos sais minerais, açúcares e outras substâncias nutritivas. Serve para transportar as substâncias nutritivas vitais e todas as células do organismo, que sem água não seria capaz de funcionar. Pode atravessar todas as membranas do corpo e está presente em todas as células.
Há dois compartimentos líquidos distintos: o intracelular e o extracelular. O intracelular representa cerca de 45% do peso corporal e o extracelular, que é constituído pelo plasma sanguíneo e linfa, o líquido cefalorraquidiano, os líquidos sinoviais que lubrificam as articulações, o corpo vítreo no interior do olho e as secreções do aparelho digestivo.
Em caso de perda de sangue ou de líquido, accionam-se mecanismos que asseguram o transporte de uma parte do líquido intracelular para os vasos sanguíneos a fim de evitar a redução excessiva da tensão arterial.
As trocas de líquido entre as diversas partes do corpo e as trocas de substâncias (o sódio, o potássio, cloro, glicose, etc.) entre ambos os lados da membrana celular, com concentrações diferentes, obedecem às leis da osmose.
O equilíbrio hidro-salino é modificado pelo mecanismo de osmose, que se dá quando dois ambientes com concentrações diferentes estão separados por uma membrana. As trocas através da membrana permitem equilibrar a concentração de ambas as partes. É através da membrana celular, que se dão as trocas entre os vasos sanguíneos e as células, para que as substâncias nutritivas possam alcançar o citoplasma.
O impulso da tensão ou pressão arterial faz com que o líquido atravesse a parede dos vasos sanguíneos e leve consigo as substâncias nutritivas a absorver pela célula. Nos capilares, o líquido pode atravessar a parede vascular para fornecer às células as substâncias nutritivas essenciais. A célula, por seu lado, elimina um líquido rico em dióxido de carbono e produtos residuais para as veias.
A quantidade de líquido do organismo humano é regulada essencialmente pelo coração e cérebro. O hipotálamo, o coração e as paredes dos vasos sanguíneos estão providos de receptores que controlam a quantidade do líquido.
Uma parte dos líquidos do corpo é eliminada com as fezes, mas é principalmente através da urina que este processo acontece, os rins têm a capacidade de regular a quantidade de água eliminada na urina.
Quando os receptores detectam carência de água, desencadeiam mecanismos de sede sendo estas informações transmitidas aos rins por algumas hormonas, que respondem com a diminuição da produção de urina, mantendo a água no organismo. A urina torna-se mais concentrada, contém mais toxinas e produtos residuais, em menor quantidade de líquido.
A vasopressina e a HAD são as hormonas que, no caso da regulação hídrica, regulam a actividade dos rins. As glândulas supra-renais também desempenham um importante papel no equilíbrio hidro-salino do organismo.
Patologias dos Rins e dos Canais Renais
Todos os sistemas do corpo trabalham juntos para manter a saúde e proteger contra as doenças.
Cada sistema interage com os outros para auxiliar o organismo a funcionar como um todo. Quando acontece alguma alteração em qualquer um dos sistemas, não será só esse sistema o afectado, mas haverá também um desequilíbrio, um desvio de energia em todos os sistemas, instalando-se a doença.
Os rins são órgãos vitais muito complexos, susceptíveis de uma grande variedade de patologias e distúrbios que fazem com que algumas das suas funções sejam alteradas.
Como referi anteriormente, o sangue deve ser constantemente filtrado e são os rins que têm a função de o regular e purificar dos produtos residuais por ele transportados. Quando já não o conseguem fazer, fala-se em insuficiência renal.
Insuficiência renal aguda ou crónica é uma incapacidade do rim purificar o sangue em resultado de lesão do tecido renal ou de compromisso do seu funcionamento.
Os rins podem manifestar as consequências de uma hemorragia, de uma septicémia, de patologias cardíacas ou hepáticas. As patologias da bexiga ou da prástata que alteram a produção de urina, assim como a diabetes, também têm repercussões sobre os rins.
O tamanho dos rins, quando são pequenos, pode ser um sinal de mau funcionamento do órgão. Podendo também, uma forma anormal dos rins ser indicador de tumor ou malformação renal.
Congénitas e genéticas
As anomalias congénitas dos rins são muito vulgares. Um indivíduo pode nascer com os dois rins ligados pela base, ou apenas com um rim, ou com ambos os rins do mesmo lado, ou com um rim parcialmente duplicado tendo dois ureteres (rim duplo). Estas situações raramente causam problemas.
O rim poliquístico é uma doença hereditária grave na qual se desenvolvem numerosos quistos em ambos os rins.
Na síndroma de Fanconi e na acidose tubular renal (são raras), há anomalias subtis no funcionamento dos tubos renais, que faz com que certas substâncias sejam perdidas na urina.
Insuficiente fornecimento de sangue
Os pequenos vasos sanguíneos dos rins podem ser danificados ou obstruídos por patologias que causem a diminuição do fluxo sanguíneo. A diabetes melitus e a síndroma hemolitíco-urémica são exemplo disso.
No estado de choque a pressão e o fluxo de sangue nos rins ficam reduzidos o que pode causar necrose tubular aguda. Em raros casos, uma anomalia na artéria renal pode levar à hipertensão e a alterações nos tecidos.
Os vasos sanguíneos dos rins de maior diâmetro podem ser afectados pela poliartrite nodosa e pelo lúpus eritmatoso sistémico.
Patologias auto-imunes
A glomerulonefrite faz parte de um grupo de patologias, as auto-imunes, em que os glomérulos sofrem de um processo inflamatório muitas vezes consequência de uma infecção por estreptococos.
Distúrbios metabólicos
Os cálculos renais são comuns em pessoas de meia-idade. São muitas vezes causados por concentrações excessivas de substâncias ou por diminuição de inibidores da cristalização na urina. Na hiper-uricemia há tendência para a formação de cálculos de ácido úrico.
Tumores
Os tumores benignos do rim são raros, podem causar hematúria, embora a maior parte não provoque sintomas.
O carcinoma das células renais, o tipo mais comum de tumor maligno, aparece quase sempre em adultos depois dos 40 anos.
O nefroblastoma é um tumor que afecta principalmente as crianças com menos de 4 anos.
Infecções
A pielonefrite, ou seja a infecção de um rim que tem como factores predisponentes a obstrução do fluxo da urina no tracto urinário, levando a êxtase e consequente infecção. A causa pode ser um defeito do rim ou de um uréter, um cálculo renal ou ureteral, um tumor da bexiga, ou, no homem, hipertrofia benigna da glândula prostática.
A tuberculose renal é causada pela infecção, através do sangue vindo de qualquer parte do corpo, habitualmente dos pulmões.
Medicamentos
A ingestão de fármacos e as reacções do organismo a eles, podem causar uma doença renal aguda em que os tubos renais são os mais afectados, outros, causam danos directamente no rim. Os analgésicos e os anti-inflamatórios são alguns dos químicos que podem causar insuficiência renal e os antibióticos podem destruir os tubos renais, causando necrose tubular aguda.
Outras patologias e causas
Outras patologias podem atacar os rins, como a hidronefrose, que é o aumento do volume do rim causado por uma obstrução em qualquer ponto do aparelho urinário; o síndroma de esmagamento, onde a função renal é desregulada por proteínas (libertadas para o sangue por músculos gravemente danificados) que bloqueiam os mecanismos de filtragem do sangue.
Outros danos graves da doença renal são a síndroma nefrótico, onde há perda de grandes quantidades de proteínas na urina e grande acumulação de líquidos nos tecidos do corpo, e a insuficiência renal aguda ou crónica. A hipertensão pode também ser causa efeito de um distúrbio renal.
Principais sintomas de anomalia renal
Os sintomas mais gerais de anomalia no funcionamento dos rins e vias urinárias são o cansaço, falta de apetite, mal-estar geral com náuseas e vómitos, dor de cabeça, retenção de água, sangue na urina, produção escassa de urina, hipertensão, excesso de ureia, edemas, hematúria.
A dieta alimentar tem um papel relevante na prevenção e tratamento geral da patologia renal
A alimentação é um componente muito importante no tratamento da insuficiência renal.
Os doentes com insuficiência renal devem reduzir ao mínimo a ingestão de sódio (sal) e proteínas e de controlarem com regularidade os níveis de potássio, cálcio e fósforo, do organismo. As vitaminas e os aminoácidos essenciais são fundamentais na dieta do paciente com insuficiência renal.
Em qualquer tipo de plano nutricional a ser seguido, o sucesso dependerá de uma combinação equilibrada de nutrientes e de uma adaptação as suas preferências pessoais, porém é importante variar os tipos de alimentos e a maneira de os preparar, além de combinar as cores e os sabores.
Beber muita água, uma alimentação variada, com pouco sal e baixa em proteínas animais e produtos lácteos, com ingestão de verduras, peixe, frutas, sumos e alimentos frescos, são os alimentos mais aconselhados num regime de tratamento e prevenção da doença e insuficiência renal.
É muito importante ter em atenção todas as recomendações sobre a combinação dos alimentos tendo sempre em atenção a compatibilidade entre eles.
Não tomar drogas, não fumar, não beber álcool nem café, são conselhos que nunca poderemos esquecer. Este tipo de dieta é o aconselhado no tratamento da má formação renal, hidronefrose, tratamento e prevenção da estenose renal.
A policistose, os quistos renais simples não necessitam geralmente de qualquer tratamento, no entanto uma alimentação preventiva pode ajudar a estabilizar a doença.
Na uremia a diminuição da ingestão de proteínas na dieta é a base da terapêutica. Inicialmente, no decurso da doença renal, a diminuição da ingestão de proteínas ajuda a travar a velocidade de progressão da doença e mais tarde ajuda a evitar que a azotemia se agrave. Em caso cálculos renais, são vários os tipos de com que podemos deparar-nos, consoante a substância que está na origem da sua formação.
Cálculos de ácido úrico requerem uma alimentação fruto-vegetariana com o uso de sumo de limão que ajuda e promove a dissolução dos cálculos.
Cálculos de ácido oxálico requerem uma alimentação à base de vegetais que não tenham ácido oxálico como as azedas, tomates, espinafres, feijão carrapato, figos, cenouras, espargos, alface, frutas frescas e cereais.
Cálculos de fosfato de cálcio requerem uma alimentação sem alimentos ricos em cálcio e em fosfatos. É importante, para a eficácia da dieta, ter em atenção natureza química dos cálculos e dos alimentos.
O exercício físico é também muito importante, assim como a estimulação da pele e tudo o que active o metabolismo, melhora o doente e contribui para a prevenção dos cálculos.
Os Casos Especiais
No caso de Nefrose, quando a urina tem um conteúdo muito elevado de albumina, verifica-se uma carência de proteínas no sangue, pelo que se pode prescrever uma dieta com elevado conteúdo proteico e pobre em sódio para evitar a retenção de água, e reduzir os edemas.
No cancro do rim, além de todas as recomendações gerais, aconselha-se especialmente a não fumar cigarros, cachimbo ou charuto nem mascar tabaco. Evitar a exposição ao cádmio utilizado na galvanoplastia, no fabrico de ligas metálicas e nas soldaduras.
Na nefrite, todos os conselhos gerais deverão ser aplicados até que o volume de urina retome os valores próximos do normal, para isso é necessário eliminar o sal e beber água. No início, alguns dias a sumos de fruta seguindo depois um regime de frutas, caldos vegetais com bastante cebola e alho, legumes frescos e tenros, arroz, batata, gema de ovo, pão sem sal, etc. Na fase aguda da doença é essencial o repouso.
São alimentos proibidos a carne, peixe, grão, feijão, cogumelos, álcool, café.
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Tratamento Homeopático da Insuficiência Renal
Todos os estadios da insuficiência renal podem beneficiar com o tratamento homeopático.
São muitos os medicamentos homeopáticos que podem ajudar na insuficiência renal. O sucesso do tratamento depende não só do medicamento, mas também da regularidade da toma do medicamento e do cuidado diário do paciente em levar uma vida saudável e equilibrada.
Mesmo na fase final, quando o rim falha e a diálise renal (hemodiálise) está eminente, a homeopatia pode dar uma ajuda preciosa.
Além disso, a homeopatia também apresenta benefícios após uma operação de transplante de rim, ajuda a diminuir as possibilidades de rejeição do órgão.
Dependendo da gravidade da insuficiência renal, os medicamentos homeopáticos podem promover a reparação do rim, isto significa que o sucesso do tratamento de insuficiência renal com a homeopatia pode eliminar a necessidade de tratamento químico (alopático) para o resto da vida.
É importante lembrar que cada caso é um caso e como tal deve ser tratado. Todos somos diferentes e reagimos de maneira diferente tanto fisicamente como mental e emocionalmente.
Como se percebe pelo que escrevi nos parágrafos anteriores, a insuficiência renal é uma patologia complexa que está associada a uma sintomatologia muito diversificada.
Por exemplo, a hipertensão é um dos sintomas que muitas vezes acompanha a insuficiência renal. A hipertensão tanto pode ser a causa da insuficiência renal como a insuficiência renal pode ser a causa da hipertensão.
A patologia do rim é uma patologia perigosa que deve ser tratada e vigiada com cuidado.
Quando estamos perante um diagnóstico de insuficiência renal, é essencial uma anamenése profunda e cuidadosa do paciente, só assim será possível encontrar o medicamento adequado para prescrever em conformidade com o paciente e os sintomas que no momento apresenta.
No tratamento homeopático não são só as manifestações físicas (os sintomas) que o paciente apresenta, que o Homeopata precisa de conhecer para escolher o remédio, o Homeopata, também, precisa de conhecer o estado, mental e emocional do indivíduo a tratar.
A abordagem homeopática para o tratamento de qualquer patologia faz-se, tendo sempre em consideração a globalidade do indivíduo, ou seja o mental o emocional e o físico (os sintomas mentais, emocionais e físicos que o individuo apresente).
A Homeopatia Clássica, Unicista, trata a doença com um único remédio que corresponde precisamente ao paciente. Um remédio constitucional inerente ao indivíduo e ao sintoma.
Como já referi, para a Homeopatia a doença está sempre associada ao mental e emocional do indivíduo e claro está que a insuficiência renal não foge à regra.
Manuela Morgado - Homeopata

quinta-feira, 4 de março de 2010

Homeopatia e o Sono do Bebé e Crianças

O sono da criança é uma das maiores preocupações de todos os pais e muitas vezes um dos grandes problemas que os pais enfrentam, principalmente durante os primeiros anos de vida dos filhos. Também neste problema a Homeopatia pode dar uma ajuda preciosa.
O bebé dorme muito, dorme pouco, acorda durante a noite, não adormece sozinho, acorda a chorar, sobressaltado, só dorme na cama dos pais, estes são alguns, entre outros problemas que os pais enfrentam com o sono dos seus filhos.
Se há crianças que desde muito cedo dormem a noite inteira, também há outras que durante os primeiros anos de vida não deixam os pais descansarem uma noite seguida.
A criança necessita de dormir de fazer um bom sono. O sono é muito importante para o bom desenvolvimento da criança, tem um papel fundamental no equilíbrio mental e emocional, proporcionando um desenvolvimento harmonioso que se manifesta fisicamente na saúde da criança. Uma criança equilibrada é uma criança saudável.
Com a idade, as necessidades e os hábitos de sono da criança vão alterando e muitas vezes uma criança que em bebé dormia bem, quando mais crescida, pode tornar-se numa criança que dorme pouco e com muita dificuldade. O sono agitado, os pesadelos, a dificuldade em adormecer, são alguns dos problemas que podem aparecer nas várias fases do desenvolvimento da criança.

Quando o Bebé tem um Sono Normal

  • O sono do bebé até aos 3 meses (recém-nascido aos 3 meses)
Os bebés, durante os primeiros meses de vida, dormem muito mas nem sempre às horas a que queremos que durmam. Quando o bebé nasce e até cerca dos 3 meses, tem um sono muito irregular, é natural que acorde durante a noite várias vezes para comer, nessa idade ainda não faz distinção entre o dia e a noite. O relógio biológico e o ritmo do sono do bebé precisam de algum tempo para se adaptarem e regularizarem.
Quando nasce o bebé dorme em média entre 16 a 20 horas por dia. A partir do 1º mês, mais precisamente entre o 1º e o 2º mês o sono começa a regularizar. O bebé começa a fazer sonos mais longos durante a noite e a estar acordado mais horas o dia.
  • Entre os 3 e os 6 meses
A partir dos 3 meses, entre os 3 e os 6 meses de vida, é normalmente a idade em que a criança começa a dormir a noite inteira.
A normalização do sono tem a ver com o desenvolvimento do bebé, mas também é muito importante o comportamento dos pais, para que o bebé chegue mais depressa a este equilíbrio. Quando os pais estabelecem hábitos de sono saudáveis desde o início, como a hora de deitar, e seguirem uma rotina regular, será mais fácil para o bebé chegar a esta fase.
  • A partir dos 6 meses e até aos 3 anos
Com o crescimento, também a necessidade de dormir de dia vai diminuindo e varia de criança para criança.
Por volta dos 6 meses, mais precisamente entre os 6 e os 9 meses, a criança já faz noites de 11 horas e dorme 1 a 2 cestas diárias. Quando chega aos 3 anos e se todo o processo progredir normalmente, a criança dorme as noites inteiras e faz uma única cesta diária.
Quando o bebé dorme mal O primeiro ano do bebé é muito importante para a organização do sono, mas isso nem sempre acontece. Infelizmente, nem sempre, as crianças adquirem hábitos de sono regulares e as noites tornam-se num autêntico inferno para os pais.
É muito frequente, aparecerem em consulta, pais que se queixam que a criança quando dorme em casa dos avós ou dos tios ou até de algum amigo, dorme a noite toda sem dar problemas, acordando apenas à hora normal para comer e com eles, todas as noites são um tormento. Acorda a chorar, só quer companhia, colo e dormir na cama dos pais (se recordarmos, quando éramos pequenos, quantos de nós não suspirávamos por um bocadinho na cama dos pais……). Este é um comportamento, um hábito que a criança adquiriu, sem os pais se aperceberem e que vão ter dificuldade em alterarem.
A criança chora, os pais pegam-lhe, levam-na para a cama deles e, aí, ela dorme descansadinha, a noite inteira, tudo passou. Isto repete-se frequentemente nos primeiros meses da criança. Os meses vão passando, a criança cresce com esta rotina e quando os pais dão por isso têm uma criança de 12, 18 24 meses, ou mais, que só dorme bem na cama dos pais. A criança assumiu que é assim quer dormir quando está com os pais.
Durante o primeiro ano, é frequente as crianças acordarem durante a noite e várias vezes por noite. Os bebés recém-nascidos e por razões óbvias que acima referi, são os que acordam mais vezes.

Mesmo uma criança, que geralmente dorme bem, é quase impossível que uma noite ou outra não proporcione aos pais a ”experiência” de uma noite com alguns problemas, uma noite mal dormida. São vários os factores que podem perturbar o sono do bebé, desde problemas relacionados com a saúde como uma crise de cólicas, uma otite, tosse ou simplesmente o bebé não ter sono por ter dormido muito de dia (ter as horas de sono trocadas, como vulgarmente se diz) e ficar acordado até tarde exigindo companhia, são entre muitos outros, factores perturbadores do sono infantil. Na fase em que os bebés são pequenos, mesmo recém-nascidos, há pequenos “truques” que podem ajudar os pais a “educarem” os seus bebés, para que adquiriram hábitos de sono saudáveis.

Alguns conselhos que ajudam a criar hábitos de sono ao bebé

Para que o sono do bebé não se torne num problema, é essencial que desde muito cedo os pais estabeleçam regras e hábitos de sono. Além disso, quanto mais cedo o bebé começar a dormir sozinho mais tempo os pais terão para descansar e darem atenção um ao outro, o que muitas vezes é um pouco esquecido nesta fase da vida, e que infelizmente, é frequente provocar maus resultados no relacionamento do casal.
O bebé, que está habituado a adormecer ao colo da mãe e com companhia necessita de aprender a adormecer sozinho. Esta transição, para conseguir que o bebé adormeça sozinho, leva algum tempo e nem sempre é muito fácil e pacífica de resolver.
Para incutir bons hábitos de sono no bebé, é importante criar rotinas na hora de ir para a cama para ajudar o bebé a associar a cama e a noite ao sono. A pouco e pouco e com alguma firmeza da parte dos pais, a criança vai mostrando cada vez menos resistência à hora de ir dormir.
Falar com o bebé, com uma voz calma e suave antes de o colocar no berço, acalma-o e ele adormece mais facilmente, depois de ouvir a voz tranquilizadora do pai ou da mãe, durante algum tempo.
Embalá-lo um pouco pode ser outra opção, mas esta muitas vezes também traz maus hábitos.
Se o bebé esteve muito activo durante o dia e está muito excitado para ir para a cama, o que os pais podem fazer é colocá-lo no porta-bebés e andarem com ele, durante um bom bocado, antes da hora de dormir. Estar junto a um dos pais e ser ligeiramente embalado antes de dormir vai facilitar o adormecer do bebé.
Obviamente que lentamente os pais deverão começar a abandonarem estes pequenos “truques” e à medida que vão sendo retirados, o bebé aprenderá bons hábitos de sono, e tanto os pais como ele poderão dormir noites descansadas.

Problemas de sono em crianças pequenas (Insónias)

Não são só os bebés de meses que têm problemas com o sono, estes distúrbios também se verificam nos mais crescidos.
Nas crianças pequenas os distúrbios do sono estão com frequência relacionados com a angústia da separação. É quando acorda à noite que a criança tem consciência de estar sozinha, fica aflita e chora, não consegue dormir.
Outra causa também muito importante, nesta fase, são as alterações na estrutura da família que submetem a criança a uma grande tensão. As crianças podem não verbalizar, mas sentem que alguma coisa não está bem.
Outro factor também bastante comum são os medos e os pesadelos “os sonhos maus”. Muitas vezes, as crianças têm dificuldade em adormecerem porque têm medo dos sonhos maus, é frequente acordarem a gritar porque estão a ver bichos, monstros e uma quantidade de figuras imaginárias que os aterrorizam.
Quando se deitam, muitas vezes fazem-no apavoradas com os sonhos maus que podem ter nessa noite. Estes sonhos podem estar relacionados com a intensidade como elas vivem as histórias que lhes são contadas nas escolas, nos livros infantis que têm ou até mesmo nos filmes para crianças. As crianças entregam-se e envolvem-se nas histórias como uma espécie de crença mágica. A realidade e a fantasia não estão totalmente diferenciadas nas suas mentes e é por isso que, mesmo os contos de fadas podem originar “sonhos maus” nas crianças. Inconscientemente, a criança vive como se fosse realidade, uma história ou alguma figura imaginária que a tenha impressionado.
Como podemos verificar, são muitos e diferentes os factores que podem estar na origem do distúrbio do sono da criança.
Com frequência os pais comentam, com alguma preocupação e estranheza, que o seu filho não dorme durante a noite e de dia também não tem sono.
Na verdade, a falta de sono em crianças nem sempre causa sonolência durante o dia, pelo contrário, a criança pode apresentar outros sintomas como o de hiperactividade, dificuldade de relacionamento, irritabilidade e agressividade. Em geral, estas crianças têm dificuldade de se concentrarem quando interagem com adultos e na escola também são frequentes os problemas de relacionamento, quer com os professores ou educadores, como com os colegas.
Quando o distúrbio do sono passa a ser frequente e não há nenhuma causa física evidente, os pais devem estar atentos e ver se há algum factor emocional que esteja a perturbar a estabilidade psíquica da criança.

A Ajuda da Homeopatia no Sono da Criança

A Homeopatia pode efectivamente resolver os problemas relacionados com os distúrbios de sono da criança quando eles existem realmente. Quando realmente há algum problema e a criança tem dificuldade em adormecer ou ter um sono descansado, são várias as reacções e comportamentos que se podem verificar.
Por exemplo:
  • O sono agitado - A criança adormece e tem sonhos muito agitados que a fazem mexer muito, esperneia, chora a dormir, grita, geme, tanto está quieta como agitada, abana-se na cama, acorda e adormece…..
  • A criança não consegue dormir mas está calma na cama, fica de olhos abertos, em silêncio e indiferente …….
  • A criança tem medos e fobias, tem medo do escuro, diz que vê monstros, tem medo dos barulhos do vento, da chuva, das tempestades em geral……
  • A criança não quer ir para a cama, é frequente acontecer entre os 2 e os 6 anos de idade, · O bebé luta contra o sono. Parece que está a adormecer e de repente abre o olho como se estivesse muito desperto. Só adormece depois de muito cansado de “lutar” contra a vontade dos pais.
  • A criança acorda de noite, levanta-se, vai brincar e fazer actividades como se estivesse a meio do dia e não a meio da noite.
  • Estes são, entre outros sintomas e reacções, que a criança que não dorme bem pode apresentar, e que são de extrema importância. para o homeopata poder prescrever o remédio mais apropriado. Por isso, é muito importante que os pais observem bem as reacções dos filhos, como reagem, a que hora do dia pioram os sintomas, para na consulta poderem proporcionar ao homeopata o maior número de informações, sobre os sintomas físicos e emocionais que a criança apresenta.

Na Matéria Médica Homeopática encontramos muitos medicamentos que podem ajudar a tratar as crianças com problemas de sono e com comportamentos alterados em consequência da falta de descanso necessário para o equilíbrio mental e emocional da criança, mas como acontece com qualquer outra patologia, o tratamento homeopático é sempre individual.

Todas as situações devem ser analisadas individualmente e o medicamento será sempre dado à semelhança da pessoa.

Manuela Morgado - Homeopata

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Problemas com a Alimentação do Bebé

A alimentação do bebé é uma das preocupações diárias de todas as mães.

Desde de que o bebé nasce, as mães são confrontadas com alterações no apetite dos seus bebés. O bebé não quer comer, tem falta de apetite (anorexia) ou come demais, tem o apetite aumentado (bulimia), estes são os problemas que tanto preocupam os pais sendo, sem dúvida, a falta de apetite (anorexia) o que mais os preocupa.

I - A Falta de Apetite (Anorexia)

Quando o bebé tem falta de apetite (anorexia), a mãe começa por perceber que ele não quer comer, chora quando a mãe insiste e rejeita a comida, não tem fome, come muito pouco e não aumenta de peso. A mãe entra em “stress”. O que se passa com o bebé?

A mãe não pode esquecer que, tal como acontece com os adultos, o apetite da criança também varia. São vários os factores quer internos ou externos, que podem afectar o apetite da criança. Todas as crianças são diferentes por isso o apetite é variável de criança para criança.

O que acabo de dizer pode facilmente verificar-se em famílias com vários filhos onde todos são diferentes. Têm carácter e comportamentos individuais, pensam, sentem e reagem cada um à sua maneira. Fisicamente também podem ser diferentes, uns magros e outros gordos ou altos e baixos, uns são rapazes e outras raparigas (em geral as raparigas comem menos que os rapazes).

O estado de saúde a criança é um factor que também pode ser decisivo para a perda de apetite do bebé. A criança está cansada, está doente e indisposta, está num ambiente agitado com muito barulho, ou num ambiente muito quente ou muito frio que a incomoda e que faz com que não se sinta bem. Nestas situações é normal que a criança não lhe apeteça comer.

O crescimento também é responsável por algumas variações no apetite do bebé. Quando nasce o bebé come muito. Entre o nascimento e os 3/4 meses de idade verifica-se um aumento rápido de peso, quando chega mais ou menos aos 4 meses o ritmo de aumento de peso começa a diminuir. Nesta fase o apetite estabiliza ou mesmo diminui, o que acontece principalmente durante o segundo trimestre de vida. O bebé aumenta de peso mas de uma forma mais controlada.

Com o que acabei de dizer podemos deduzir que as oscilações no apetite da criança são normais, como acontece connosco, a criança também não tem sempre o mesmo apetite. Por isso quando uma criança está de boa saúde, ela não se deixa morrer de fome. A mãe, como é óbvio deve estar atenta, mas confiar no instinto de sobrevivência da criança.

Se a criança não come bem a uma refeição, não lhe apetece e não quer comer mais, não deve ser forçada, no entanto a mãe não a deve deixar comer entre as refeições, assim quando chegar à refeição seguinte tem apetite. Não é drama a criança saltar uma refeição, mas obrigá-la a comer sem fome impondo-lhe a nossa autoridade isso sim que pode ser prejudicial. Pode desencadear um conflito entre a criança a alimentação e a mãe, em que a criança põe constantemente em causa a autoridade da mãe. As refeições passam a ser um martírio tanto par a criança como para a mãe.

O peso da criança sofre alterações durante o crescimento, como já vimos. Em determinada altura a criança pode mesmo perder um pouco de peso mas há um factor muito importante que não pode ser esquecido que é o crescimento. A curva de crescimento, essa sim deve prender a atenção dos pais.

Quando a curva vai crescendo harmoniosamente, não há problema, mas quando se verifica uma paragem ou uma progressão desequilibrada a mãe deve consultar o médico.

Também em relação ao crescimento convém lembrar que assim como há pais altos e baixos, também há crianças altas e baixas. As mães têm tendência a forçar as crianças baixas a comer com a esperança que assim fiquem altas e fortes o que não corresponde à realidade.

Quando a criança começa a comer alimentos sólidos e à medida que vão sendo introduzidos novos alimentos, esta diversificação pode também gerar alguns conflitos. A criança estava habituada ao sabor adocicado dos alimentos iniciais e pode ficar renitente à diversidade, os alimentos devem ser introduzidos com calma para dar tempo a que ela se habitue aos novos sabores.

A partir dos 10/12 meses, o bebé começa a querer experimentar o que os pais estão a comer. Deixe-o experimentar e a pouco e pouco ele vai-se habituando à sua alimentação e maneira de cozinhar.

Quando chega aos 2 anos de idade estamos perante uma outra fase difícil da alimentação da criança. O bebé torna-se mais difícil de alimentar, a fome diminui. Faz birras, opõe-se aos alimentos e à mãe, não quer comer, não lhe interessa comer só quer brincar. Está na fase de seleccionar os alimentos e só come o que lhe agrada (por exemplo batatas fritas, massas…), ele come menos mas engorda mais.

Neste período a criança quer comer sozinho e se não o deixamos, se não lhe damos a colher para a mão, deixa de comer. Está na altura de ensinar a criança a comer. Dê-lhe os talheres adequados e ensine-o a comer sozinho, deixe-o comer pela mão dele.

A hora da refeição deve ser um momento de prazer e não um campo de batalha diário, por isso o princípio de base deverá ser não forçar.

Deixe o bebé saciar o seu apetite não corra o risco de bloquear a sua relação com a comida. Quando a criança não quiser comer, não modifique a sua alimentação por ela, a criança está constantemente a testar a sua autoridade se ele não quiser tire-lhe o prato e acabou.

Não encha muito o prato, deixe que a criança peça mais em vez de recusar comida.

Levante o prato do bebé ao mesmo tempo que levantar o das outras pessoas e não mostre demasiada alegria quando a criança comeu tudo ou inquietação quando não comeu.

Tente respeitar, dentro dos limites razoáveis os gostos da criança e não lhe dê bebidas gaseificadas nem pão às refeições.

Faça das refeições momentos agradáveis. As crianças gostam de pratos coloridos, jogue com as cores dos alimentos, as crianças gostam de cores vivas.

II - O Excesso de Apetite (Bulimia)

Quando o bebé tem excesso de apetite (bulimia), a mãe começa por perceber que o bebé nunca está saciado, chora quando não lhe dão comida, come muito e aumenta excessivamente de peso.

Em geral esta situação não preocupa a generalidade dos pais. Vêm o seu bebé a crescer, a aumentar de peso, “é um belo bebé”, bem nutrido.

Este excesso de apetite ou bulimia está ligado a factores que podem ter origem emocional ou, muitas vezes está ligado aos hábitos alimentares da família, todos comem muito.

O estado de saúde a criança é um factor que também pode ser decisivo para o aumento de apetite do bebé. O excesso de apetite é muitas vezes a resposta do organismo a conflitos psicológicos, tal como acontece com a falta de apetite ou anorexia.

A bulimia pode mesmo suceder a um comportamento anoréctico, como uma compensação relacionada com um conflito com os alimentos, ou com determinados alimentos. Por qualquer razão a criança “embirrou” com alguns alimentos de que não gosta e é obrigada a comer, a refeição passou a ser um tormento. O bebé chora, grita, rejeita a comida a mãe descontrola-se e o conflito está instalado. Quando esta situação é ultrapassada a criança começa a comer e muitas vezes exageradamente.

Sabemos que há bebés que comem muito mas também temos que compreender que quando o bebé chora não quer dizer que tenha fome. Não se deve responder a todas as manifestações do bebé com a mama da mãe ou com um biberão, o bebé pode chorar por muitas razões que não a fome: o bebé pode querer o colo, pode estar cansado e querer dormir ou querer estar sossegado, pode ter cólicas ou então um arroto que não saiu, pode ter a fralda suja ou estar incomodado com alguma peça de roupa que tem vestida, pode ter frio ou calor… podem ser muitos os motivos, que nada têm a ver com fome, que podem estar na origem do choro do bebé.

Apesar de o facto de uma criança ser gorda nos primeiros anos de vida não querer dizer que se venha a tornar num adolescente ou adulto obeso, mas é também verdade que os hábitos alimentares adquiridos nessa fase da vida se podem perpetuar e darem origem a um futuro obeso. Muitos dos bebés continuarão a comer muito e ficarão sempre gordos.

Se a criança for habituada a comer doces por qualquer motivo e a toda a hora, corre o risco de começar a compensar com a comida todas as suas frustrações e ser acompanhada por este tipo de comportamento durante a sua vida. Todas as adversidades emocionais e todos os desequilíbrios psicológicos encontram uma compensação na comida.

Tal como referi em relação à falta de apetite, a hora da refeição deve ser um momento de prazer e não um campo de batalha diário, por isso o princípio de base deverá ser não forçar.

Deixe o bebé saciar o seu apetite não corra o risco de bloquear a sua relação com a comida. Quando a criança não quiser comer, não modifique a sua alimentação por ela, a criança está constantemente a testar a sua autoridade, se ele não quiser tire-lhe o prato e acabou.

Não encha muito o prato, deixe que a criança peça mais em vez de recusar comida ou de comer em excesso.

Levante o prato do bebé ao mesmo tempo que levantar o das outras pessoas e não mostre demasiada alegria quando a criança comeu tudo ou inquietação quando não comeu.

Tente respeitar, dentro dos limites razoáveis os gostos da criança e não lhe dê bebidas gaseificadas nem pão às refeições.

Não lhe dê nada a comer entre as refeições, a criança deve de comer a horas certas sempre que seja possível, claro está.

Não a obrigue a comer grandes quantidades, a criança deve comer o suficiente para ficar sem fome e apenas o que lhe apetecer a não o prato cheio para ser “um menino bonito” ou para “comer um doce ou um gelado”.

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O Tratamento Homeopático

A homeopatia é uma boa ajuda para os problemas de apetite, se eles existirem realmente, o que é raro.

O que acontece com mais frequência são problemas relacionados com mudança de vida, com alterações na alimentação, e com o estado de saúde da criança (os períodos de incubação das doenças são períodos que geralmente se reflectem no apetite da criança, como acontece com a generalidade das pessoas).

Na Matéria Médica Homeopática encontramos muitos medicamentos que podem ajudar nos distúrbios alimentares, mas como acontece com qualquer outra patologia, o tratamento homeopático é sempre individual. Todas as situações devem ser analisadas individualmente e o medicamento será sempre prescrito à semelhança da pessoa.

Manuela Morgado - Homeopata

sábado, 14 de novembro de 2009

Vacinas - o que são as vacinas........

Recebi a news letter do Dr. Mercola com uma entrevista com o Dr. Larry Palevsky, um experiente pediatra, especialista em vacinas que explica o que são na verdade as vacinas. O video está em inglês.
Oportunamente editarei a tradução da entrevista.
Expert Pediatrician Exposes Vaccine Myths

sábado, 26 de setembro de 2009

Consulta de Homeopatia para Bebés e Recém-nascidos

A homeopatia trata as pessoas promovendo o equilíbrio do organismo, para que todos os órgãos e funções funcionem em equilíbrio, para isso é essencial uma análise pormenorizada do indivíduo como um todo. A anamnése é o primeiro passo para o sucesso do tratamento.

Com os bebés acontece o mesmo. Como se sabe, a mãe e o bebé funcionam em sintonia durante os períodos de gestação e amamentação, o que faz com que tudo o que acontece com a mãe, os sentimentos e emoções que a mãe experimenta se reflictam no filho recém-nascido, é através da mãe que vou chegar ao bebé.

É por isso que quando um bebé recém-nascido vem à minha consulta pela primeira vez, começo por fazer uma abordagem à mãe para saber como decorreu a gravidez, como foi a evolução da gestação, como se sentiu durante esse período. Entre muitas outras, estas são algumas das informações importantes que me vão ajudar a perceber o que se passa com o bebé.

Muitos pais já recorrem à homeopatia para tratarem os seus filhos, quer em situações agudas como as otites, constipações e as diarreias, quer em situações crónicas como a asma, as alergias, as cólicas e eczemas, problemas de comportamento, entre muitos outros. Em todas estas situações a homeopatia actua com sucesso e com a grande vantagem de depois do tratamento, o sistema imunitário da criança ficar fortalecido.

Manuela Morgado -Homeopata

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Homeopatia em Bebés e Recém-nascidos

A saúde dos filhos é uma preocupação constante para qualquer pai. Uma criança que cresce saudável, com um sistema imunitário capaz de combater as agressões diárias a que o organismo está sujeito, será também um adulto saudável. Como é fácil de perceber, quando se pensa em tratar bebés e crianças, quanto menos agressivo e tóxico for o tratamento melhor, é por isso que a homeopatia é uma boa alternativa. São cada vez mais os pais que conscientes dos efeitos secundários e agressivos dos medicamentos convencionais optam pela homeopatia para tratarem os seus bebés, mesmo os recém-nascidos. Para muitos pais, a “experiência homeopática” começou ainda antes ou durante a gravidez, quando por qualquer motivo a mãe recorreu à homeopatia e viu o seu problema resolvido, com rapidez e eficácia. Outros pais tomaram consciência dos efeitos colaterais dos medicamentos convencionais. Perceberam que a homeopatia é uma medicina segura, inofensiva e sem efeitos tóxicos, que pode ser utilizada com segurança e com óptimos resultados mesmo em bebés recém-nascidos. O tratamento com medicamentos homeopáticos é suave, ajuda o organismo a promover a saúde, a fortalecer o sistema imunitário e não tem efeitos colaterais. As vantagens e os resultados do tratamento homeopático são significativos, é por isso que a Homeopatia é uma alternativa com grande sucesso no tratamento de bebés, mesmo dos recém-nascidos. A homeopatia, mais precisamente o medicamento homeopático, actua no organismo promovendo o seu equilíbrio como um todo, para que todos os órgãos e funções funcionem em harmonia. Apesar de os remédios homeopáticos não apresentarem contra-indicações e os resultados serem muito bons, é aconselhável que a prescrição seja feita por um profissional que conheça os medicamentos, a doença e que saiba utilizá-los na potência e frequência certas. Também em Homeopatia a auto-medicação é desaconselhada.